quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Três vezes EU




- Já mudei de cidade quando foi preciso e não gostei. Assim como tenho momentos em que o desejo de deixar tudo para trás parece ser a única solução;
- Perdi pessoas por coisas pequenas, como ganhei por coisas menores ainda;
- Matei aula para olhar vitrine de lojas, beber em um bar, tomar um café ou apenas pra ficar conversando com amigos... Algumas vezes, fui péssima nas provas, mas os momentos foram únicos e compensaram as notas;
- Passei um ano indecisa em relação a qual curso superior cursar. E o estranho é que cursei por dois anos jornalismo, abandonei a faculdade e em 2012 me formei em Direito. Hoje pareço mais perdida em relação ao futuro;
- Fiz coisas e me arrependi e também me arrependi de outras que deixei de fazer. Hoje faço tudo o que quero para, pelo menos, poder dizer "Eu fiz" e não pensar "Como teria sido";
- Conheci lugares maravilhosos com pessoas que resultaram em péssimas viagens, assim como não fazer absolutamente nada com outras foi o suficiente para viver momentos inesquecíveis;
- Já dispensei uma pessoa quando mais queria a sua companhia, assim como já fui dispensada. Já choraram por mim, como eu também já chorei por alguém;
- Escutei algumas músicas lembrando de pessoas, de lugares, de ocasiões e imaginando futuras experiências;
- Não abro mão da minha liberdade, mas, em certos momentos, poder sentar no colo de alguém e ganhar um abraço parece ser a melhor sensação que existe;
- Quis fazer medicina, artes plásticas e moda (ainda quero)... Pra acabar me formando em Direito;
- Desenhei durante toda uma aula, sem olhar pra frente em nenhum momento, e aprendi muito e já prestei atenção em um professor o tempo todo e achei tudo irrelevante;
- Me vesti de diversas maneiras, tive cabelo grande enrolado, grande liso, bem curto liso, pinteis as pontas de rosa e logo cortei, tive tons mais claros e mais escuros até voltar à cor natural;
- Conheci pessoas de maneira inusitada, o que resultou em grandes amizades;
- Já fiquei com vários, me encantei por outros, apaixonei por alguns, mas amei apenas um;
- Fiquei horas em lugares que não queria e minutos em outros que me agradavam;
- Se não gosto, não tem jeito... Mas se amo, sou leal e compro uma briga por esses;
- Errei muito, quem nunca errou?! Acertei em dobro e comemorei em triplo o meu sucesso;
- Compartilhei sorrisos e gargalhei quando não podia... Nunca liguei, fui feliz;
- Provoquei discussões quando estava errada, mas quando estava certa a briga foi pior ainda;
- Vesti-me de cassino e aprendi que o jogo da vida é o mais difícil de encarar e o mais gratificante quando se vence;
- Comi vários brigadeiros e bebi diversas doses para esquecer uma situação ruim... Não esqueci;
- Machuquei-me de maneiras bizarras. Na hora doeu, hoje dou risada contando aos amigos;
- Pintei um quadro ouvindo Raul Seixas, lembrei de pessoas vendo filmes e tirei inspiração para escrever de seriados;
- Quis ser uma grande executiva, uma mulher de negócios e viver em festas badaladas, mas também já quis morar em uma cidade pequena e ser uma mãe. Não uma simples mãe, mas "a mãe" que coloca os filhos em primeiro lugar;
- Fiquei perdida andando pela cidade e tive medo;
- Ouço a mesma música várias vezes e decoro as falas dos filmes;
- Preocupo demais com as coisas e chego até ser paranoica com algumas;
- Tenho um cupido que fuma maconha e ele errou com vários homens... Hoje tenho muitas histórias pra contar;
- Conheci professores que tenho como exemplo, principalmente aqueles que sempre me desafiaram e fizeram com que eu sempre buscasse ser melhor;
- Superei desafios insuperáveis;
- Fracassei quando achava que o primeiro lugar estava ganho;
- Abri mão de um grande amor por medo de apaixonar e sofri;
- Comprei compulsivamente para aliviar um momento de tristeza. Na hora foi bom, depois nem tanto;
- Fiz de tudo para agradar uma pessoa e, mesmo essa me elogiando, sentia que nunca fui boa o bastante;
- Fui julgada por meu estereótipo e chorei. Superei e faço questão de provar que tenho muito conteúdo;
- Acho inteligência afrodisíaca;
- Tive momentos em que fui muito séria e mostrei o meu valor. Mas fiz várias pessoas rirem das minhas bobeiras por diversas vezes;
- Discuti com a minha mãe e fiquei triste. Arrependi e logo demonstrei que a amava demais;
- Escrevi cartas quando não conseguia falar pessoalmente;
- Dei mais atenção a segundos e terceiros e esqueci de viver a minha vida. Hoje, pode até parecer meio egoísta, mas me coloco sempre em primeiro lugar;
- Guardei segredos de amigos, compartilhei os meus e escutei muitas mentiras no meio disso tudo... Fazer o que, os boatos existem;
- Conheci lugares que desejo voltar e fui a outros que não tenho a menor vontade de conhecer;
- Fiz loucuras na companhia do meu melhor amigo... Fazer o que, somos jovens e a vida é curta (e Barretos é muito perto de Uberlândia kkk);
- Meu sexto sentido é aguçado, às vezes erra... Mas acerta na maioria;
- Só consigo dormir de porta fechada porque tenho medo do corredor. Assim, também só durmo com os pés cobertos e com a televisão ligada;
- Procuro conhecer os dois lados de uma situação para tomar partido, ou ficar indiferente;
- Passei por uma fase hipocondríaca... Adorava remédios para emagrecer, para pele, para o cabelo, cólicas ou para uma simples dor de cabeça;
- Quero um amor pra vida inteira que saiba respeitar o meu espaço, mas que me conheça ao ponto de saber quando preciso de um abraço (acho que eu já o encontrei);
- Amo tempo frio e acho essencial tomar um banho de chuva para renovar o espírito;
- Aprendi que falar "Eu te amo" é coisa séria e que não deve ser usada em vão;
- Gosto de falar algo bonito toda vez que me despeço de alguém, pois não sei se é a última vez que verei a pessoa;
- Conheci pessoas que me deixaram com um friozinho na barriga. Isso foi tão bom;
- Aprendi muito com os outros e fui capaz de ensinar;
- Da maneira mais complicada, percebi que as pessoas são diferentes e que devemos respeitar isso;
- Fui vegetariana porque tive compaixão pelos animais. Fiz uma desintoxicação alimentar e na alma;
- Encontrei a minha maneira específica de rezar e ter fé;
- Percebi que um coração partido é difícil de consertar... Raramente, as coisas voltam a ser iguais;
- Enganei com as primeiras impressões e tive uma segunda chance... Assim, como também dei uma oportunidade e, hoje, tenho pessoas maravilhosas na minha vida;
- Menti para proteger um amigo, assim como fui acobertada por esse;
- Fui escrava da busca pela beleza, em que sofri de bulimia e anorexia... Tenho meus fantasmas e cicatrizes que fazem parte de quem sou;
- Fiz plástica no nariz e amo meu novo visual;
- Pensei ser bipolar, pois ao mesmo tempo em que estou sorrindo, posso ficar brava e chorar. Conclui que é culpa da TPM;
- Sou confiante é precisa de muita coisa pra me provar o contrário;
- Busco sempre alcançar meus objetivos, não importam os meios para que isso ocorra;
- Já defendi um projeto desconhecido e tive o reconhecimento de todos por isso;
- Perdi pessoas por causa do meu estilo de vida, na hora achei ruim. Superei;
- Deixei de ser eu mesma para agradar os outros. Perdi-me, senti falta da pessoa que era até perceber que os verdadeiros amigos gostam dos nossos defeitos;
- Planejei toda uma situação que acabou dando errado, assim como agi por impulso e tive sucesso;
- Conheci a pessoa certa na hora errada, ou a pessoa errada na hora certa... Assim, já são quase três anos compartilhando e escrevendo a nossa história;
- Senti falta de algo que não tive, de um lugar que não conheci e de uma sensação que não senti;
- Aprendi a pedir e não mandar, fazer mais e exigir menos;
- Não se deve fazer uma "roleta russa" com os sentimentos;
- Nossos pais podem ser complicados, mas e daí?! Não somos filhos perfeitos mesmo;
- Eu tenho uma amiga de infância que é meu amor pra vida toda. Sou grata por isso;
- Tenho a certeza que o carinho de uma criança é o mais sincero de todos;
- Sei que amigos, namoros, família e negócios não se misturam, mas é muito melhor quando são aliados;
- Aprendi a deixar o passado para trás, viver o presente e o futuro é uma incógnita que não deve ser adivinhada;
- Vivo cada momento de forma intensa e aproveito todas as oportunidades;
- Não guardo rancor, é bobeira. Porém sou "vazia" em relação a aqueles que já me magoaram... Mas também, não os ajudo, paciência tem limite e a minha é curta;
- Compreendi que ter pena de alguém é o pior sentimento que podemos ter;
- Acredito que caridade deve ser feita com coração e não com a cabeça;
- Contos de fadas existem, mas cabe a nós fazermos com que esses tenham finais felizes;
- Já julguei uma pessoa por ter medo de enxergar as minhas próprias mentiras;
- Aconselhei os outros e não deu certo. Hoje não dou conselhos, mostro opções;
- Busco manter os verdadeiros amigos ao meu lado e a melhor maneira para que isso ocorra é sendo verdadeira;
- Já fui a dama de honra e a madrinha em casamentos... Mas, na verdade, o que eu quero mesmo é ser a noiva;
- Tenho compulsão por sapatos... Deveria ter nascido uma centopeia;
- Percebi que eu tenho uma boca muito grande e uma língua maior ainda... Então, evitar fazer alguns comentários é quase impossível;
- Desenvolvi um lado meu amante dos animais... Adoro uma estampa de onça (kkk);
- Sonho em ter um fusca rosa, assim como ter um pug de estimação... Tenho um gosto um tanto quanto peculiar;
- Dinheiro não compra felicidade, compra os objetos que te deixam feliz e paga os médicos que cuidam da sua saúde. Mas não compra os amigos que te alegram quando você está triste ou um coração novo quando o seu desistiu de bater;

- Odeio ficar trancada em um lugar... Nostalgia e monotonia são coisas que, definitivamente, me deixam irritada;
- Por fim, percebi que escrever sobre política, capitalismo, moda e comportamento social é, relativamente, fácil comparado a me descrever. Não sei se é porque perceber os meus defeitos é difícil, ou se estou em constante metamorfose ou se é porque nem eu me conheço ao certo. Imaginei toda a minha vida, pensei o meu futuro e escolhi tudo como deveria ser, tracei o meu destino. Simplesmente, perdeu a graça, então parei de pensar e comecei a viver.

Mariana Tannous Dias Batista

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fim do mundo


Dormi e acordei com o assunto sendo o fim do mundo. Pensei muito, vi pessoas com medo e para outras, simplesmente,  o tema era irrelevante. Passei a questionar algumas coisas e percebi que a maior arma que cerca a humanidade não são as armas bélicas desenvolvidas e aprimoradas diariamente com as novas tecnologias, mas sim um sorriso. Precisamente, a felicidade.
            Chega a ser bizarro e um tanto revoltante, como a felicidade alheia pode incomodar tanto as pessoas. Quase como um fato preciso e confirmado cientificamente, basta às pessoas estarem felizes que acontece alguma coisa para atrapalhar o momento que estava perfeito. E, geralmente, esse momento é atrapalhado por pessoas que não têm nada haver com a situação, ou seja, por qual motivo que as pessoas se preocupam tanto com as vidas que não são delas?
            Se o fim do mundo seria a destruição da humanidade por raios solares ou meteoros que acabariam com a Terra, seria até aceitável. Pronto, fim, acabou! Mas não, o mundo não só acabou, mas tem ficado pior diariamente, pois as pessoas esqueceram o que significa a solidariedade (e sem visar algum interesse nisso) e, principalmente, tem ficado cada vez mais raro encontrar pessoas que ficam felizes com as realizações alheias. Gente que é gente, não máquinas voltadas apenas para gerar dinheiro, para ter poder e superioridade sobre as demais pessoas a qualquer custo. Isso é ser gente? Se a resposta for afirmativa, uma parte do mundo, realmente, acabou.
O que assusta é que eu tenho apenas 23 anos, então nem quero pensar como as coisas serão quando eu tiver os meus 50. Hoje eu vivo em um mundo que o acúmulo de lixo é constante, que a inveja sobressai o amor e que um sorriso causa os mais variados sentimentos, dos melhores aos péssimos. Atualmente, as crianças não querem ser crianças, se vestem e agem como adultos em corpos minúsculos, os sentimentos são irrelevantes perante a razão e uma árvore não simboliza uma paisagem ou uma sombra em dias quentes, mas representa uma obrigação de reflorestar as áreas que nós mesmos contribuímos para devastar.
Assim caminha a humanidade, mas que de humano, pouco resta. Falar em compaixão e querer ajudar o próximo é utopia, tipo uma espécie de conto de fada que alimenta as imaginações dos menores. E as desculpas para o caos são baseadas que as pessoas não têm tempo nem para elas mesmas, que às 24 horas são insuficientes para todas as atividades diárias, então como arrumar tempo para as demais pessoas? Quem, realmente, quer, sempre arruma jeito para tudo.
Além de um cérebro, somos dotados de um coração. Então, se as pessoas não usam esse órgão que permite que estejamos vivos, definitivamente os seres humanos viraram uma nova geração de máquinas. A partir do momento que um coração não tem mais valor, não seria um asteroide ou um desastre cósmico que colocaria fim ao mundo, pois as pessoas, aos poucos, já fazem isso.

Mariana Tannous Dias Batista

sábado, 8 de dezembro de 2012

O INÍCIO, O FIM E O MEIO...



A vida é repleta de escolhas e caminhos, em que as pessoas passam por constantes mutações para que, a cada dia, possam se tornar melhores. Ninguém passa por essa vida sem completar algum ciclo, sem conhecer pessoas e enfrentar obstáculos. Hoje me deparo com mais uma mudança, agora é tempo de crescer, não de esquecer meu lado criança, mas de participar de brincadeiras de gente grande.
Após cinco anos intensos, terminei a minha faculdade de Direito. Não posso afirmar que foram os melhores cinco anos da minha vida, mas acho que foram os mais importantes e os mais marcantes. Aprendi a beber e também a parar de beber, mudei muito nos últimos anos, até mais que pessoas que levam a vida inteira para isso, aprendi muita coisa e várias lições de vida, conheci pessoas que não significaram quase nada, mas, em compensação, encontrei várias outras que souberam deixar as suas marcas. Sorri, chorei, sofri e, principalmente, fui muito feliz.
Quem diria que em meio a todas as Leis eu seria capaz de desafiar todas as regras e encontrar um amor. CARLOS ALBERTO... Foi por meio de um jogo de criança que construímos uma brincadeira de gente séria, e só de pensar que a gente nem se suportava no início dessa jornada. Amor foi com você que eu percebi o outro ângulo da narrativa, passei a desejar novos horizontes e senti algo que jamais havia sentido.
 Amor, você foi fundamental para que as aulas monótonas ficassem um pouco mais apimentadas kkkk, as suas ligações matinais para me acordar (isso quando eu não acordava e você vinha me buscar) e a nossa história que começou com um comentário no estacionamento da faculdade. Juntos terminamos mais uma etapa que marca o início de outra nova história.
                Iniciando o segundo ano de faculdade, ao chegar à aula me deparei com uma loira que possui uma comissão de frente de resPEITO. KAROL... Foram tantos os momentos que passamos juntas, tantas aulas matadas nas escadas da faculdade e tantos os assuntos compartilhados que sentirei saudades diárias disso.
            Aquela frase que afirma que nos pequenos frascos estão os melhores perfumes pode ser confirmada na LYA RAQUEL... Chega a ser impressionante como em um ser tão pequeno pode caber um turbilhão de sentimentos. Com a sua linguagem mais que informal e suas gírias, que na maioria das vezes eu não entendia, ela fez com que as minhas manhãs ganhassem graça. Era muito bom acordar com as suas mensagens de bom dia e perguntando se eu iria à aula.
MENINAS... Com vocês compartilhei os meus melhores momentos, dividimos vários Bubbaloos e balas Toffe, comemos pão de queijo que não tinha queijo, compartilhamos risadas, choros, brigas e caras feias. Matamos aula para ver vitrines ou sentar em algum bar, fizemos loucuras, estudamos que nem condenadas e fomos felizes. Ou seja, crescemos juntas nesse período.
Ainda bem que as primeiras impressões não são as que ficam. Depois de um pouco mais de dois anos estudando juntos e, sem ao menos ter falado um oi, conheci três figuras que fazem do meu cotidiano um turbilhão de emoções. DHIEGO, BAETA (PORQUE EU NUNCA VOU TE CHAMAR DE EDUARDO KKK) E ANDREY... São três pessoas completamente diferentes, cada um com seu jeito, com a sua história e a maneira como entraram na minha vida por um elo em comum. Foram vários assuntos sem utilidade alguma, diversas as vezes que saímos para ficar de bobeira, os comentários criativos que foram compartilhados e a forma como deixaram que eu fizesse parte da vida de vocês. Definitivamente, eu conheci três pessoas que eu já conhecia e hoje sou muito grata por tê-los conhecido de verdade.
Toda faculdade tem a sua turma que é a da bagunça e eu também já fiz parte dela. MARCELLO TEODORO, MARCELO CÁSSIO, RAPHAEL, JHEANDER E ELOY... Nunca conheci pessoas tão de bem com a vida como vocês. Foram tantas as reuniões, os almoços na casa do Teodoro, os trabalhos de interdisciplinar em que nós quase nos matamos e as provas que nem nos preocupamos em estudar. Foi uma época muito boa, os meninos que não tem como esquecer. Aqueles meninos sabe, aquela turma lá do fundão, aquela... Não está lembrando não? É porque eles quase nunca comparecem as aulas, está explicado! Kkkk.
Existem duas pessoas que não são muito próximas de mim, mas o contato que tivemos foi suficiente para eu tivesse um carinho especial por elas. ROBSON E VANESSA... Foram diversas as vezes que vocês me perguntaram se eu tinha algum problema (quando eu chagava com aquela cara maravilhosa na faculdade) e, em duas situações específicas, vocês me viram chorando e me estenderam um ombro amigo. Mesmo eu sendo complicada, vocês relevaram o meu péssimo humor matinal, kkk, e cuidaram de mim, seja pelos trabalhos compartilhados, por defenderem sempre os interesses da turma ou por simples gestos de afeto e educação. Muito obrigada mesmo.
Existe uma pessoa que eu só pude conhecer no meu último período de faculdade, um grande professor. GABRIEL... Em seu primeiro dia de aula você entrou na sala na hora do intervalo, foi para o fundo da sala, sentou e começou a conversar comigo e com o Carlos e só quando deu o horário da aula que você contou que seria o nosso professor. Ainda bem que a minha boca grande não falou nada demais kkkk.
Um professor que já tinha mostrado uma grande eficiência, pois conseguiu ultrapassar todas as barreiras que os programas das aulas exigiam. Mas, além disso, é um cara com um grande caráter, que socorreu a mim e quase todo mundo que eu mencionei nesse texto no momento final do curso. Mesmo com todos os seus problemas, sempre encontrou tempo para responder nossos e-mails e as nossas ligações desesperadas, nos ajudando a resolver nossos problemas pessoais e sendo uma peça fundamental para que nós pudéssemos concluir essa jornada. Professor, não tenho palavras para agradecer por tudo o que fez por mim, por nós em tão pouco tempo de convivência.
Foram cinco anos que, analisados atualmente, passaram muito rápido. Teve gente com quem eu fiz uma grande amizade, mas que abandonaram o curso e deixaram grandes lembranças e constantes saudades. Teve gente que se afastou, amizades que foram construídas e uma amizade inventada que faz parte desse diploma que carregaremos, um tal de DIVINO. Teve gente... Teve muita gente, mas alguns são especiais, são únicos. Vocês foram fundamentais e essenciais para que a jornada estivesse completa, para que a jornada fizesse graça e, principalmente, para que tivesse sentido.
Gente, obrigada por tudo!

Mariana Tannous Dias Batista

AMOR



A porcaria do amor.

            Todos os colunistas e escritores sentimentais retratam o Amor como o sentimento mais sublime que existe. Mas, na realidade, o sentimento descrito é bem mais complexo e completo do que as meras descrições, pois ninguém vive apenas de Amor. A grande porcaria do Amor.
            Se o Amor viesse sozinho as coisas seriam mais simples. O problema é justamente esse, pois ele tem a companhia de vários “amigos” que nada acrescentam à vida de quem ama. O Ciúme é aquele amigo que quando entra em nossas vidas é complicado de tirar e, pior ainda, anda junto com a Desconfiança, que não é uma amiga nada agradável. A Rotina e a Monotonia são as gêmeas que o Amor não deveria conhecer, pois, além de já serem duas, são próximas de outra amiga, a Discussão. Ah, porcaria de Amor!
            Tudo seria tão mais fácil se os relacionamentos fossem como os de antigamente, pois o Amor não era fundamental. As pessoas eram apresentadas, praticamente, quando iriam se casar e com o cotidiano que se conheciam. Ou seja, as pessoas não tinham tempo de conhecer os amigos do Amor, ou seja, aquela fase que todos adoram de início de namoro iria corresponder ao início da vida junto. As pessoas seriam conhecidas, para depois se tornarem amigas, adquiririam confiança e, por último, se amariam até ficarem bem velhinhos. Ah, porcaria de Amor!
            Nem tudo se resume em apenas sorrisos e rosas. A porcaria do amor é muito mais que isso. É sentir aquela saudade, mesmo tendo passado o dia inteiro junto, é acordar e dormir pensando na outra pessoa, é lembrar-se do outro nas pequenas coisas que acontecem diariamente. É um gosto, um cheiro, um toque, uma sensação e uma lembrança. Ah, porcaria de Amor, que bom que você existe!
            Amor é Amor, uma palavra com quatro letras que é capaz de fazer coisas que não seriam feitas em situações normais. Ah, isso é o Amor! É poder fazer papel de tola que a outra pessoa, simplesmente, achará graça, é ter o rosto iluminado apenas em estar perto do outro, é sentir uma felicidade que não tem explicação. É amar e ser amado... Verdadeiro, intenso e profundo.
            Alguém, em certo dia, disse que feliz é aquele que ama. Sozinha sou apenas metade hoje, pois preciso de você para ficar completa. Parte do meu coração é seu e você soube se fazer presente e essencial na minha vida. Sem mudar nada, nem menos e nem mais, sem pensar no passado ou no futuro, mas vivendo o presente da maneira que mais gosto, de forma intensa. Ah, porcaria de Amor, muito obrigada por permitir que eu seja mais que feliz hoje e por ter, finalmente, experimentado o seu gosto, o sabor do Amor!

 
Mariana Tannous Dias Batista e o seu Amor!