sábado, 14 de agosto de 2010

"Não me falta homem, o que me falta é amor."

Marilyn Monroe, sinônimo de beleza inexplicável, no auge de sua carreira disse que não lhe faltava homem e sim o amor. È muito fácil fingir um personagem e agradar a todos ao redor, o único problema dessa atitude é que a pessoa se “perde no meio do caminho”, ou seja, a principal parte dessa, sua essência, é esquecida.

Ao se pensar na palavra amor, o significado de tal remete apenas a aspectos positivos, como se tal “substância” fosse essencial ao cotidiano dos seres. Sim, não há menor dúvida de que ninguém vive sem sua overdose diária desse sentimento, assim me questiono a respeito do real motivo das coisas não serem tão fáceis quando o assunto é relacionado ao amor. Isso ocorre, simplesmente, porque as pessoas não vivem suas fantasias, mas lidam com a realidade no cotidiano, na qual os príncipes e princesas apresentam defeitos e não sorriem o tempo todo.

Os efeitos da bomba atômica do amor são sentidos diariamente e de diversas maneiras pelas pessoas, sejam por meio de palavras, os gestos, as ações e, até mesmo, as brincadeiras. Exemplos disso é a capacidade que um sorriso sincero tem de iluminar alguém tanto quanto a energia elétrica, um olhar profundo é capaz de transmitir as mais sublimes mensagens que o coração oculta, pois os lábios não sabem como transmitir a intensidade de um sentimento ou as ações como estender os braços ou oferecer um colo para o outro quando suas lágrimas teimam em prevalecer mais que uma boa gargalhada.

Inconstante, o amor não escolhe maneira e nem pessoa para acontecer. Ou seja, é representado por uma mãe que chega a ser inconveniente apenas para não ver seu filho triste, em que essa faz de tudo e mais um pouco para melhorar o humor de sua prole e se não consegue sofre junto como se o problema fosse seu ou quando uma amiga fala às verdades que ninguém teve a coragem de falar, o que faz com que a pessoa fique pior, mas esse é o sentido da amizade, se preocupar e ficar sempre ao lado do outro nas mais variadas situações. Assim, o amor pode ser resumido em um querer bem do próximo e fazer de tudo para que isso ocorra, mesmo que implique em abdicar de suas próprias vontades e sentimentos.

Quando menos se espera as pessoas encontram alguém para compartilhar a vida, mas não apenas as coisas boas, pois não teria graça. Desta maneira, surge um companheirismo para as atividades que nunca foram imaginadas, as confidências são trocadas ao ponto da intimidade ser estabelecida e as loucuras são vividas de maneira intensa. Assim, as pessoas podem ser elas mesmas, sem fingimento e mentira, em que um reconhece o outro apenas pelo olhar e tentar fingir uma situação ou omitir outra é inútil, pois parece que os pensamentos mais secretos são “estampados na testa”. Eu sou a prova disso, pois não querendo agradar uma pessoa foi quando eu me encontrei de verdade, esqueci um personagem e vivi como sempre desejei, sendo eu mesma. E fui muito feliz assim.

A vida é feita de escolhas e caminhos a serem seguidos, o que faz com que os mais variados tipos de pessoas sejam personagens de um livro com páginas em branco escritas diariamente. Em meio a uma dessas estradas, caso encontre uma pessoa com a qual você possa compartilhar os acontecimentos cotidianos, que te faça chorar por sentir raiva de determinadas situações, que provoque uma vontade de sumir, mas que tal desejo resulte em uma saudade incontrolável e, principalmente, que seja aquela pessoa que te faça rir sempre e em apenas mencionar seu nome seus olhos ganharem um brilho especial, definitivamente você será uma pessoa de sorte. Tal pessoa pode ser apelidada como o amor da sua vida, um grande amigo, uma paixão avassaladora ou um grande companheiro. A definição precisa não existe, em que a única certeza é que essa pessoa será responsável por provocar um sentimento inexplicável, o mais próximo que o surreal pode atingir no quesito de realidade.
(Mariana Tannous Dias Batista)



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