sexta-feira, 30 de abril de 2010

O INESPERADO, O SURREAL

Sempre disse que da vida queria o inesperado, o surreal. Conhcer pessoas novas e surpreender-me com elas. Nada melhor quando estereótipos não remetem a realidade, quando barreiras imaginárias são quebradas e amizades surgem em meio a “verdades e consequências” enfrentadas no cotidiano.



AMIZADE


(Carlos Alberto Júnior)



Certa vez, em uma conversa,


Perguntei a um sábio,


A diferença que havia


Entre o amor e a amizade,


Ele me disse essa verdade...


O amor é a sensibilidade,


A amizade é a segurança.


O amor nos dá asas,


E com elas pode‐se sair do chão.


A amizade nos coloca no chão.


Entretanto, com algumas


Simples conversas


Geradas por um decepção


Ainda desconhecida,


Nos faz flutuar, levitar


Literalmente navegar


Sobre esperanças já esquecidas


Mas que uma simples pergunta


Nos faz repensar e além disso


Coloca‐nos menos pessimistas.


No Amor há mais carinho,


Sedução, querer, desejo...


Na amizade compreensão


Na nossa, a união, de um “amor”


Com uma compreensão, uma ...


Confidencia, uma análise psicológica ...


Algo que jamais vivi.


Amizade vem faceira, veloz


E com a troca de alegria e tristeza


Torna‐se uma grande e querida


Companheira, companheira essa


Confidente, atraente, e quente (rsrsrsr)


quando a Amizade é concreta,


ela é cheia de amor e carinho.


E hoje, conversei com uma sabia


A final de contas, basta ser pensante


Para ser sabia...


Então ela me disse


Tenha um pensamento mais positivo


Larga de pessimismo


Converse , chore, grite,


Corra, faça acontecer


Então resolvi fazer de minha vida


Um livro aberto


Com paginas rabiscadas


E pontas dobradas


Que dizem e escrevem


Passagens de minha vida


Por um passado tenebroso,


Mas que assim, com conversa


AMIGA


Pode se tornar mais claro


Mais AZUL


Asseguro que foi a primeira vez


De muitas coisas,


Uma amizade, que começa na cama


Uma amizade, confiante


Uma amizade, com confidencia


Uma amizade, com decepções


O surgimento de um tratante


Que acabo com essa historia um dia ...


Mas amizade é isso ai,


Decepções, tristezas,


Realizações, felicidade


Que se iniciam em uma “consequência”


E se finalizam .... já mais se prevê !


quinta-feira, 29 de abril de 2010

“TODO MUNDO TEM UM PONTO FRACO. VOCÊ É O MEU, POR QUE NÃO?”

Já dizia o grande poeta Cazuza que todo mundo tem um ponto fraco, seja uma pessoa, uma profissão ou, simplesmente, uma obsessão. O ponto fraco é justamente aquele assunto que só de ser mencionado tem a capacidade de deixar o outro triste e arrepiado simultaneamente, uma sinfonia de sentimentos que são complexos e aliados ao mesmo tempo.

Quando as pessoas realmente gostam alguma coisa, abdicam de várias outras em prol de um único objetivo, de se sentirem realizadas mediante aquilo. Um famoso papo de divã de psicólogo é o rotineiro conselho que devemos gostar primeiro da gente para depois gostarmos das outras pessoas, que devemos estar bem fisicamente e psicologicamente para depois nos dedicarmos a uma determinada causa. Isso é verdade, pois devemos nos valorizar primeiramente para depois cobrarmos tal conduta dos outros, porém não acredito que seja uma verdade universal.

Vamos aos fatos. Quem nunca amou e desistiu de coisas que adorava para agradar a outra pessoa? A base de um relacionamento é essa, abrir mão de prioridades e ser feliz, em que as pessoas são capazes de fazer tudo da mesma maneira em outra oportunidade apenas para se sentirem assim, completas, únicas e realizadas. Quando se ama, mas não digo uma paixão avassaladora, falo em amor, em querer bem, as prioridades passam a ser secundárias e o melhor disso tudo é nem sentir falta delas.

Todas as pessoas têm um ponto fraco. Um dos meus, entre vários os monstros que me habitam (se assim posso denominar) é o curso de jornalismo. Após fazer dois anos dessa faculdade, desisti do curso, mesmo sabendo quer era a profissão que eu queria seguir, que era uma atividade prazerosa, meu escapismo onde me realizava. Hoje não me arrependo da decisão que tomei, mas sinto muita falta de tudo, como se eu estivesse esquecendo uma parte minha, e fundamental. É só mencionar algo que me remete ao curso que a minha armadura de proteção torna-se ineficaz e meus fantasmas aparecem, mas sou eu quem deve escolher deixar que todos percebam ou mostrar-me superior a toda situação.

Certo dia, escutei uma frase de uma pessoa surpreendente cujo contexto remetia a idéia de que na vida todas as pessoas têm a garantia de ter um “não” como resposta, ou seja, que em determinadas situações o máximo que pode acontecer é uma negação a uma proposta. Assim, cabe a cada um interpretar o seu não, se vale a pena encarar como uma meta para melhorar, um incentivo para buscar novas alternativas ou simplesmente, que aquela situação tão almejada já chegou ao fim, então caberá a pessoa procurar a melhor maneira para fazer o seu novo começo. Esse é o dilema da vida, vários encontros e desencontros que tornam tudo interessante, que fazem do cotidiano uma caixinha de surpresas ou uma bomba pronta para explodir, mas que tornam cada dia único, que deve ser aproveitado ao máximo para atingirem o patamar de surreal.

Que todo mundo tem o seu Tendão de Aquiles é fato, mas o que deve ser considerado é a maneira como se encara as lesões. Vivemos 24 horas diárias, pouco tempo para realizar tudo o que se deseja, às vezes nem uma vida inteira é suficiente para cumprir todas as metas estipuladas. Assim, as pessoas deveriam fazer o que tivessem vontade para poderem falar que pelo menos tentaram e não pensarem tanto no “se”, ou seja, em como teria sido se elas tivessem feito alguma coisa. Caso ocorra algum arrependimento nessa jornada, é normal, mas encará-lo como uma forma de aprendizado é melhor, pois o que importa é viver a vida, em que cada um deve escrever nas páginas de um livro em branco, sendo o autor de sua própria história.


(Mariana Tannous Dias Batista)


sábado, 3 de abril de 2010

SEXTA-FEIRA SANTA

O2 DE ABRIL DE 2010 OU SEXTA-FEIRA SANTA?


Qual a diferença entre mencionar a data 02 de abril de 2010 ou Sexta-feira Santa? Simplesmente o impacto da denominação, pois ambas as datas representam o mesmo dia, ou seja, o mesmo sentido, uma redundância.

Mesmo com toda a modernidade e tecnologia que regem a vida das pessoas em sociedade, algumas tradições impostas culturalmente ainda prevalecem, como a de não comer carne em tal dia como sinal de respeito a Jesus pela crucificação e sofrimento que marcaram a sua morte. Mas o que me revolta é que se perguntar a maior parte da população o que fora celebrado no dia, sem mencionar o nome bíblico, apenas como um dia qualquer do ano, vários indivíduos não saberiam falar o que aconteceu, então qual seria o real sentido de tudo isso, de as pessoas mostrarem-se tão cristãs nessa data se precisam de uma denominação religiosa para lembrar o que comemoram?

O que antes era sinônimo de respeito, de penitência e até mesmo a quaresma perderam o sentido original e receberam outros bastante ramificados dentro de um sistema capitalista. A melhoria na economia com a venda de chocolates, a troca de ovos de páscoa, o feriado prolongado nas faculdades e escolas, as festas e a tal visita do coelho de páscoa são exemplos de significados que a data santa é utilizada na atualidade.

Sim, acho que passar um dia sem comer carne vermelha e sem fazer uso de bebidas alcoólicas como sinal de respeito a uma determinada religião, lógico que para os praticantes e para aqueles que acreditam nessa, nunca matou ninguém. Porém é meio contraditório ser uma pessoa cristã apenas vinte e quatro horas e durante todos os outros dias do ano as pessoas serem ambiciosas, cometerem suas avarezas e sentirem inveja do sucesso alheio e realizar as mais diversas e absurdas ações em busca de capital e poder.

Ao analisar por todos os lados da questão, acho que as comemorações religiosas são fundamentais, pois fazem parte da cultura de um povo constituindo suas crenças e história. Mas, na atualidade, com a mudança de postura da civilização, não se pode obrigar que tais tradições sejam respeitadas em sua totalidade. Portanto, as pessoas deveriam agir não como cristãs o ano inteiro, mas como pessoas que têm um coração, que pensam no próximo como gente e não como apenas mais um entre milhões, deveriam ser uma massa pensante que questiona por seus direitos e luta para que esses sejam exercidos, mas que ainda sentem algo dentro do peito acima de tudo.

(Mariana Tannous Dias Batista)