terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ROCK PSICODÉLICO

De acordo com o dicionario Aurélio, a palavra psicodélico pode ser definida da seguinte maneira: “adj. Que está sob a ação de um alucinógeno. / S.m. Droga que produz um estado de alucinação”. Mas e na música, precisamente no rock, o que seria o gênero mundialmente conhecido como o rock psicodélico?

O rock psicodélico teve início na década de 60, na qual o uso das drogas era freqüente. Assim, seguindo o estilo folk, o gênero foi popularizado em 1964 pelo grupo The Holy Modal Rounders como um estilo que faz com que as pessoas pensem sobre os tipos de comportamento impostos pelos padrões sociais. Os temas que inspiraram milhares de canções podem ser resumidos em tópicos associados a loucura, a subjetividade, a obsessao, ao sentimento de melancolia e as alucinações. Uma característica bastante mascante das trilhas sonoras é a presença de efeitos especiais, a presença de uma harmonia destacada e músicas instrumentais longas.

Destaque de cantora no estilo é Janis Joplin. O nome é referente a uma compositora e cantora dos Estados Unidos que ficou famosa no final da década de 60 por ser a vocalista da banda Big Brother and the Holding Company, na qual teve destaque ao interpretar uma versão da música “Ball and Chain” no Festival Pop de Monterey. Ao sair do grupo, fundou um novo conjunto chamado Kozmic Blues Band, no qual estrelou “I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama!”. Por fim, formou um terceiro grupo musical denominado Full Tilt Boogie Band, no qual interpretou suas músicas mais famosas “Me and Bobby McGee” e “Mercedes-Benz”. Totalmente polêmica, a passagem de Janis Joplin pelo Brasil repercutiu mundialmente, pois a cantora cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua em uma piscina, fez topless na Praia de Copacabana e tentou participar do desfile de uma escola de samba. Viciada em heroína, a artista faleceu no dia 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos.

Quando o assunto é guitarra, o nome de Jimi Hendrix não pode deixar de ser mencionado. A figura em questão foi guitarrista, cantor, produtor e compositor, sendo considerado como um ícone fundamental na história do rock. O músico teve grande influência do blues como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker. Tocou em diversas bandas, cujas músicas mais conhecidas são: Hey Joe, The Wind Cries Mary, Like a Rolling Stone, Little Wing, All Along the Watchtower e Day Tripper. O grande guitarrista do rock faleceu no dia 18 de Setembro de 1970 em Londres, porém a causa da morte ainda não foi estabelecida.

Um grupo musical que teve reconhecimento no rock psicodélico foi o The Doors. Influenciada por estilos como o flamenco, a bossa nova e o blues, o grupo surgiu no final dos anos 60 e início da década de 70, em que contava com Jim Morrison como vocalisa, Ray Manzarek como tecladita, Robby Krieger como o guitarrista e John Densmore como o baterista. A fama do grupo atingiu níveis mundiais, seja pelas músicas como "Break on Through (To the Other Side)", "Light My Fire", "People Are Strange" e "Riders on the Storm" ou pelas escandalos envolvendo o vocalista da banda. Após a morte de Jim Morrison com causa misteriosa em 3 de julho de 1971, o grupo continuou por mais algum tempo com Krieger e Manzarek nos vocais e lançaram os álbuns Other Voices e Full Circle, sendo o segunto voltado mais para um estilo de jass. O último álbum que o grupo lançou foi o An American Prayer, em 1978, o qual continha descobertas gravações de recitação de poesias feitas por Jim Morrison, resultando em grande sucesso de vendas.

No rock psicodélico, várias bandas inglesas tiveram destaque mundial, como Os Beatles, Pink Floyd e The Who. Bandas brasileiras também aderiam ao gênero musical, como Mutantes, tendo Rita Lee como vocalista e Secos e Molhados. Com forte influência do jass, blues e folk, o estilo psicodélico não foi uma pandemia da década de 60, pois se alastrou até o início dos anos 90 com o surgimento de novas bandas, aumento o número de apreciadores desse estilo musical.

(Mariana Tannous Dias Batista)

domingo, 6 de dezembro de 2009

ROCK PROGRESSIVO

Influenciado pelo jazz fusion e a música clássica, o rock progressivo é um gênero musical inglês que surgiu no final da década de 60 e início dos anos 70. Um estilo bastante diferenciado e único, o estilo musical repercutiu bastante na época, lançando vários artistas e trilhas sonoras no ramo da música.

O rock progressivo destaca-se pelo uso de harmonias complexas e múltiplas, composições longas, os álbuns conceptuais (nos quais um tema escolhido é mantido em todo o álbum), a temática relacionada à loucura, guerra, amor, história, religião e ficção científica, o uso de instrumentos eletrônicos como o teclado e de sintetizadores e o enfoque de elementos clássicos no contexto geral do estilo.

O estilo musical pode ser entendido como uma combinação do rock and roll tradicional com os instrumentos da música clássica, além de manter a improvisação do blues. Vários artistas que foram rotulados como pertencentes ao estilo de rock psicodélico apresentaram composições voltadas para as características do rock progressivo, como ocorreu na música “Beck's Bolero”, de Jimmy Page, Jeff Beck,Keith Moon,John Paul Jones e Nicky Hopkins, por exemplo.

Os percursores do ritmo foram os grupos The Nice (o qual unia a música erudita, ao jezz e ao rock) e Soft Machine (também pioneira no rock psicodélico). A transição de estilo do grupo Pink Floyd ocorreu com a saída do compositor Syd Barrett da banda. Mas nem tudo sempre foi tão simples. Um novo estilo musical requer grande responsabilidade para superar todas as críticas e continuar em vigor, o que não ocorreu com o rock progressivo que passou a ser considerado pretencioso e exagerado perante ao estilo punk rock que se firmava na Inglaterra na década de 70. Mesmo com todas as críticas alegando que o rock progressivo era um estilo ultrapassado, o grupo Pink Floyd lançou o álbum “The Wall” em 1979, que é recorde em vendas até hoje.

“We don’t nedd no education/ Ww don’t need no thought control/ No dark sarcasm in the classroom/ Teachers leave them kids alone/ Hey! Teachers! Leave them kids alone! / All in all it’s just another brick in the wall/ All in all you’re just another brick in the wall” (“Nós não precisamos de nenhuma educação/ Nós não precisamos de nenhum controle de mental/ Nenhum humor negro na sala de aula/ Professores, deixem essas crianças em paz/ Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz/ Em suma, é apenas um outro tijolo no muro/ Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro”), trecho da música “Another Brick In The Wall”, Pink Floyd.

(Mariana Tannous Dias Batista)

sábado, 5 de dezembro de 2009

TECNOLOGIA

TECNOLOGIA: A A ARTE DO FUTURO OU A MALDIÇÃO DO SÉCULO?
Uma época em que a máquina convive junto ao homem

Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou com uma era na qual os robôs viveriam entre os humanos, os carros teriam a capacidade de voar, a ciência manipularia a genética e as pessoas e os animais seriam criados em laboratórios. O que era uma espécie de sonho utópico não está distante da realidade atual, na qual a tecnologia é aprimorada diariamente e, conseqüentemente, a vida das pessoas no convívio social é alterada.

Desenhos como Os Jetsons, que relata uma família futurista moradora de um arranha céu moderno, uma robô auxiliando nos trabalhos domésticos e carros voadores como meios de transporte, ou filmes como Matrix, no qual o personagem principal enfrenta uma batalha para não submeter-se ao domínio das máquinas, foram polêmicos quando chegaram ao conhecimento do público, pois esses consideravam o roteiro bastante abusivo, já que retratava assuntos totalmente fora dos padrões sociais da época.

O que ficava apenas na imaginação no passado é uma necessidade na atualidade. Ainda não se encontra os robôs com a forma humana circulando pelas ruas, porém as máquinas usadas na usinas foram desenvolvidas para substituir o trabalho manual, ou seja, o trabalho braçal feito pelas pessoas foi alterado resultando em uma crise de desemprego mundial. O que era mito passou a ser verdade. Exemplo disso é a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado em laboratório por meio de uma célula adulta, ou seja, a multiplicação da espécie, a produção de seres geneticamente iguais feita através do conhecimento humano e de suas armas científicas.

“Sempre achei que a ganância do homem pelo poder resultaria em grandes mudanças. A tecnologia deve ser analisada a partir de dois aspectos, sendo o primeiro aquele que melhora a qualidade de vida das pessoas, como as curas para as doenças e os aparelhos que facilitam a vida do homem no cotidiano. Porém, quando usada de forma errada, essa provoca grandes catástrofes mundiais, como a bomba atômica que devastou as cidades de Hiroshima e Nagasaki no Japão ou os vírus produzidos nos laboratórios”, afirmou o estudante de história Rodrigo Pereira, 23.

O computador é o maior exemplo da presença da tecnologia no cotidiano das pessoas, pois grande parte das tarefas humanas são realizadas nessa máquina. Quase todos os tipos de empregos exigem um conhecimento básico em informática, além desse contribuir, diretamente, para a socialização dos cidadãos. Assim, por meio de diversos recursos da internet, as pessoas relacionam-se a qualquer hora e em qualquer lugar, ou seja, tal artifício, um símbolo da globalização, é capaz de encurtar a distância em questão de segundos.

“ Nunca pensei que iria ver e falar com outras pessoas do outro lado do mundo de dentro da minha casa por meio de uma tela, porém acho que a juventude está comprometida porque as crianças não brincam mais nas ruas e as pessoas não frequentam as casas umas das outras para conversar ou matar a saudade. Basta ligar o computador que tudo está resolvido, menos a interação e o contato físico, que acabam cada vez mais a cada dia”, concluiu a aposentada Rosa Maria Moreira, 71.

Considerar a tecnologia como a arte do futuro ou a maldição do século depende de vários aspectos que devem ser analisados de maneira específica e cuidadosa, com todos os prós e contras que essa apresenta aos cidadãos. Alguns dizem que o Apocalipse está próximo, para outros a humanidade chegou na Era de Aquarius e, ainda, existe uma parcela que afirma que as sociedades estão em constante desenvolvimento, em uma espécie de progresso ditado pela onda das novas tecnologias.

(Mariana Tannous Dias Batista)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

TATUAGEM


A arte de transformar o corpo em uma tela, A ESTAMPA DA PELE.

As pintas, as manchas de nascença e os sinais que a pele do ser humano apresenta são as marcas de identificação de uma pessoa dentro do grupo. E quando essa forma de tornar-se único é feita de maneira artificial, por meio das tatuagens, essa ação poderia ser considerada uma forma de arte, ou seja, usar o próprio corpo como tela para retratar um desenho ou uma situação?

A tatuagem é uma forma de alteração do corpo com o uso de pigmentação e agulhas, cujas técnicas são milenárias e aprimoraram-se ao longo dos anos, o que faz com que o recurso seja bastante conhecido e cultuado mundialmente. Relatos afirmam que a tatuagem surgiu como forma de simbolizar rituais religiosos ou de representar os guerreiros durante as batalhas, porém na atualidade, a ação de estampar o corpo pode representar diversos significados, dependendo da pessoa que realiza o processo.

Os desenhos retratados são os mais variados, os quais podem ser de pequenas estrelas até imagens que ocupem grande parte do corpo, por exemplo. Os tatuadores afirmam que a técnica é um dos maiores processos artísticos que existe, pois cabe ao tatuador desenhar a imagem escolhida, saber todos os recursos para reproduzi-la fielmente a representação no papel e escolher o tamanho e as cores de tintas adequadas para cada tipo de cliente.

“Os tatuadores devem ser considerados como grandes artistas, pois é isso que eles são. Estas pessoas enfrentam o maior dilema que um artista poderia ter, pois sua obra de arte, simplesmente, não pode ser apagada ou deixada guardada em um quarto, já que sua arte é exposta pro mundo em todos os momentos”, afirmou o estudante de artes visuais Felipe Abreu.

Os motivos que levam uma pessoa a tatuar o corpo são bastante diversos, os quais incluem homenagens a pessoas, símbolos que representem um momento importante na vida, por ser uma tendência da moda, uma maneira de identificar-se e afirmar-se em um grupo ou apenas por apreciarem a arte. Porém não são todas as pessoas que gostam da idéia de ter o corpo marcado, seja pelas agulhas usadas ou pela idéia do desenho ser permanente, mesmo com as técnicas de remoção que o mercado apresenta. “Eu acho legal e bonito, pois dependendo do que se desenha é uma forma de arte sim. Mas não faria, porque tenho receio de ficar com aquele desenho pra sempre e de enjoar no futuro”, relatou a estudante de veterinária Bruna Ferreira, 20.

A tatuagem ganhou tanto espaço na sociedade que existem feiras específicas para isso, onde as pessoas encontram-se para apreciar as exposições de fotos da arte, para fazerem mais tatuagens, ocorre o encontro dos maiores tatuadores do Brasil e, em algumas, do mundo e os concursos, como o da pessoa que tem o corpo mais tatuado, por exemplo.

Mas nem tudo é um mar de rosas desenhadas em tons de vermelho. Mesmo com toda a modernidade e tecnologia presente no cotidiano dos cidadãos, os portadores de tatuagens ainda sofrem preconceito, seja por pessoas mais idosas ou mesmo em uma entrevista de emprego, pois algumas profissões, de maneira implícita, não admitem que os profissionais sejam detentores dessa arte.

“Penso que a tatuagem ainda não é muito bem aceita no meio jurídico, principalmente pelos profissionais mais antigos. A geração mais nova aceita melhor, mas a resistência ainda é grande, especialmente com as artes mais agressivas, como os tribais e os dragões, por exemplo. No direito, quem faz tatuagem normalmente é em lugar escondido tanto pela pressão dos colegas como dos futuros clientes ou jurisdicionados, pois quase todo mundo acha ofensivo”, retificou o advogado Diego Espindola Sanches.

Mesmo com todo o preconceito com as pessoas tatuadas, a tatuagem ganhou espaço no meio social, a qual passou a ser considerada como uma maneira de individualizar o indivíduo, de diferenciá-lo. Assim, a tatuagem deixou de ser estereotipada pelos costumes e hábitos sociais e é vista como uma forma de arte, ou seja, a arte de estampar a pele.
(Mariana Tannous Dias Batista)