domingo, 26 de julho de 2009

Qual é a cara do Brasil?

Brasil, país de população bastante heterogênea, cuja massa é formada por negros, brancos, índios, amarelos, árabes e europeus, ou seja, o território apresenta pessoas de todas as partes do mundo, uma mistura de traços genéticos e de tradições formando um único povo, o brasileiro. Se a nossa composição contém diversos elementos que permitem que todos sejam singulares, então qual seria o real motivo de tanto preconceito com aquilo e aqueles que são deferentes? E diferentes em qual sentido?

Padrão de convívio social e a constante ditadura da beleza imposta pela mídia regem a conduta das pessoas no cotidiano, em que todo comportamento desviante de tais normas tende a ser reprimido, ou seja, considerado como errado ou inapropriado. Porém tal forma de “educação da população” mascara um problema que passou a ser “normal” perante aos cidadãos pelo fato de acontecer em grande escala, a prática de preconceito. Assim, como justificativa para tal ação está o conceito de que a outra pessoa é diferente, seja em aspectos sociais, genéticos ou culturais, portanto ela não se enquadra nos padrões exigidos pela sociedade. Com uma população bastante distinta em todos os aspectos, seria possível estabelecer um padrão para o povo brasileiro, ou seja, estabelecer "qual é a cara do Brasil”?

Mesmo sendo um crime inafiançável, o preconceito racial prevalece no país e atinge níveis gritantes de incidência. Porém a prática de preconceito extrapola os limites impostos pela Constituição brasileira, assim estereótipos de que negros devem ser pobres ou que não podem ter parentes brancos, que os índios são preguiçosos, os homossexuais são promíscuos, que todo mendigo é alcoólatra ou drogado e ser gordo é algo inaceitável prevalecem no cotidiano e, pior ainda, são considerados como verdade por várias pessoas.

E se a situação fosse vista por outro ângulo, ou seja, na visão daqueles que sofrem o preconceito. E se os negros passassem a discriminar os brancos, os índios aqueles que vivem nas cidades, os homossexuais os religiosos que são contra tal relação e as pessoas fora dos padrões de beleza às demais? Simplesmente o convívio social não existiria, pois as pessoas viveriam em constante caos com brigas diárias, em que o significado de sociedade seria utópico, pois as pessoas se agrupariam em tribos, em bandos como animais simplesmente por não aceitarem as diferenças essenciais na composição de um povo.

É impossível atribuir um padrão físico ou cultural a população brasileira, pois é justamente essa miscigenação que proporciona a principal característica desse povo, de ser um composto de várias etnias e raças. O que realmente importa não é a cor da pele, a origem familiar ou as roupas que usamos, mas sim o caráter da pessoa, porque no fim, por mais diferentes que possamos parecer, o que carregamos dentro do peito deveria valer como a principal marca de uma pessoa.

(Mariana Tannous Dias Batista)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

“Voe por todo mar e volte aqui”...

Pois é... Despedidas... Seriam o fim ou o início de alguma coisa? Pode-se dizer que são o fim de todo um ciclo e o começo de uma nova era, com pessoas, lugares e cotidiano totalmente diferente. Por mais que todas as pessoas sejam únicas, compartilham um período de tempo chamado de vida e nessa saga que enfrentamos diariamente, conhecemos lugares, perdemos pessoas, nos apaixonamos por coisas, vivemos situações e sentimos saudades de lembranças e dos momentos vividos.

Quem diria que em meio a um aspecto Direito eu encontraria duas peças raras, duas figuras que foram desenhadas a mão. Lícia, uma pequena que vira “uma gigante” em meio a uma briga, dona de um coração enorme e de uma paciência sem limites. Mari, a pessoa mais “figura” que já conheci, portadora de uma criatividade infinita e de um companheirismo inexplicável.

Em tão pouco tempo, essas duas figuras me conquistaram de tamanha maneira que me deparo com uma enorme dificuldade de encontrar as palavras adequadas para tentar transmitir o quanto vocês são importantes na minha vida. Foram tantos momentos, diversos sentimentos e vários assuntos compartilhados que dói muito pensar que daqui uns dias continuarei a saga sem vocês. Um ciclo no qual a Lícia copiava e passava a limpo a matéria, a Mari T. copiava da Lícia (quando queria) e a Mari B. ficava apenas no xerox. Assim, nos completávamos, bastava apenas um olhar para as outras entenderam o que aquele singelo ato significava, apesar de sermos pessoas de muitas palavras, de muitas conversas, de muitas risadas e, geralmente, tais ações aconteciam quando não podiam o que resultavam em muitos “ralas” de professores.

Quantas aulas já matamos para conversar, quantas fotos sem sentido registraram momentos que provocarão saudades, por várias vezes enxugamos as lágrimas alheias e, principalmente, provocamos e compartilhamos sorrisos e enormes gargalhadas. Isso mostra que nós vivemos de forma intensa e, sobretudo, desfrutamos todos os mementos que tivemos para fazer com que um convívio diário fosse transformado em um real sentido para a palavra amizade. Isso não quer dizer que não tivemos momentos que a vontade de nos matar era gritante, mas como todas as grandes conquistas históricas, a nossa está sendo escrita com muitas vitórias e, no momento, enfrentaremos a batalha mais difícil de todas que foi denominada de distância e para os íntimos de saudades.

Um ano e meio, 18 meses, três períodos de faculdade, cinco dias por semana e alguns finais de semana, várias festas, diversos almoços e várias situações compartilhadas resultam em um coração cheio de lembranças e que fica na esperança de um breve reencontro. Quem disse que a distância separa as pessoas que se amam?! No nosso caso, apenas servirá para significar que o passado realmente valeu a pena.
PARA SEMPRE NO MEU CORAÇÃO... AMO MUITO VOCÊS!

OBS: Agora eu terei que começar a copiar matéria, Lícia... E Mari, terei que arrumar outra pessoa pra jogar palitinho, continue a história ou jogo da velha durante as aulas! ahauhaauhauah

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domingo, 19 de julho de 2009

Você é brasileiro, patriota ou um amante do futebol?

Durante os jogos envolvendo a seleção brasileira de futebol é comum vermos as pessoas desfilando com suas camisas do Brasil e gritando o orgulho de ser brasileiro quando o time vence alguma partida. Mas depois que passa o “efeito dessa droga”, dessa epidemia de patriotismo, para onde vai o orgulho de escancarar que é Brasileiro?

Ao mencionar os problemas sociais do país diversas pessoas assumem saber da existência de tais, porém afirmam que esses são temas de responsabilidade dos governantes, ou seja, que os cidadãos não podem fazer nada para melhorar a situação em que vivem. Assim me indago, se os “cidadãos brasileiros” não lutam por um país melhor, para que uma vida digna a todos seja algo real e não apenas um direito escrito em uma Constituição utópica, os habitantes desse país podem ser classificados como brasileiros, patriotas ou simples amantes do futebol? Brasileiro por nascer em certa área geográfica, patriota por defender o país acima de tudo e buscar todas as opções para que esse seja considerado o melhor local para viver não só pelos seus habitantes, mas por todo o mundo ou um amante do futebol que lembra do local onde nasceu quando esse ganha destaque mundial ao vencer mais um jogo.

São comuns as queixas por política e não politicagem, por melhores condições de vida e para que o Direito realmente funcione e puna a todos, incluindo os que podem pagar pela liberdade e pelo sossego. Mas e quanto à conscientização da população na hora de escolher seus governantes? O que foi feito daquela classe de pessoas que iam as ruas e manifestavam por seus objetivos? Aonde foi parar aquelas pessoas que questionavam as idéias impostas pelo governo e pela televisão? Ou seja, onde está a “classe pensante” do Brasil?

Quem sabe quando todas as crianças tiverem a oportunidade de “brincar de infância”, a juventude e a velhice sejam complementos e não oponentes, o conformismo não seja a característica principal da população e os cidadãos lembrarem do real sentido do que é ser patriota, o Brasil volte a ter “cara de país” e não apenas um território com uma máscara fingindo ser um.

(Mariana Tannous Dias Batista)