domingo, 7 de junho de 2009

MULHER

MULHER, UMA LONGA BATALHA

Mulher... Uma palavra que representa diversas coisas, tantas lutas, várias conquistas, os mais complexos sentimentos... Enfim, o que é ser MULHER?

Ser mulher implica em ser Marilyn Monroe, em desafiar os costumes de uma época e ser o símbolo sexual mais desejado. Às vezes, uma Escrava Isaura, quando se é diferente de todas as pessoas de seu povo e é julgada por isso. Por diversas situações, Amélia, pois essa era a mulher de verdade ou o desejo de querer ser Capitu, para ter um homem obcecado por todos os seus passos.

Tem momentos que deixa de ser o sexo frágil e muda todos os fatos, como as princesas, precisamente, a Princesa Isabel, cujos atos transformaram a história de todo um povo. Mesmo guerreira, sabe ser cativante, assim, se espelha em Evita Perón, fazendo com que uma nação derrame lágrimas por seu nome.

Quando idealista, luta pelos direitos de igualdade entre as etnias e os sexos, como a inspiradora Rosa Parks e as 129 mulheres que morreram queimadas no incêndio em uma fábrica americana durante um protesto, para que as mulheres pudessem ter voz ativa em uma população machista.

É perfeita? Em alguns sentidos. Defeitos? Claro, quem não tem? Nesse sentido, interpreta a personagem Vivian, que foi Uma Linda Mulher, e, ao mesmo tempo, demonstra ser aquela que sofre por seu filho e luta com todas as forças para que esse seja sempre protegido, como a história de Maria de Nazaré.

Apresenta o anseio de ser reconhecida, quebrar todos os estereótipos e preconceitos impostos pela sociedade. Em tal contexto, se inspira em Rita Lee, Cássia Eller e Janis Joplin, sendo a deusa do rock 'n' roll. O estilo e o glamour são elementos sempre presentes. Assim, representa uma perfeita dama nessa peça de teatro que foi apelidada de vida, que Fernanda Montenegro encena com todo o prestígio e talento existente.

Extrapolando, ser mulher é lutar por tudo aquilo que acredita e defender seus ideais acima de qualquer preço e de qualquer punição, ao enfrentar um exército sozinha e ser temida por esse. É ser Olga Benário Prestes e não se rebaixar e evitar todas as maneiras de censura de seus opositores.

Já foi rotulada como o sexo frágil, a dona de casa, a submissa, a vaidosa, a santa, a prostituta, a fútil, a fofoqueira, a virgem, a revoltada, a carinhosa, a revolucionária, a mãe, a reprimida, a feminista, a profissional e a trabalhadora... Enfim, passou por várias definições para, então, ser reconhecida como MULHER.

(Mariana Tannous Dias Batista)

Um comentário:

Dhiego Borges disse...

Finalmente terei a presença da minha amiga aqui...

Parabéns Mari!

já seguidor!
e voce feminista como sempre, mas sempre crítica!

beijooo do Dhii!!