terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ROCK PSICODÉLICO

De acordo com o dicionario Aurélio, a palavra psicodélico pode ser definida da seguinte maneira: “adj. Que está sob a ação de um alucinógeno. / S.m. Droga que produz um estado de alucinação”. Mas e na música, precisamente no rock, o que seria o gênero mundialmente conhecido como o rock psicodélico?

O rock psicodélico teve início na década de 60, na qual o uso das drogas era freqüente. Assim, seguindo o estilo folk, o gênero foi popularizado em 1964 pelo grupo The Holy Modal Rounders como um estilo que faz com que as pessoas pensem sobre os tipos de comportamento impostos pelos padrões sociais. Os temas que inspiraram milhares de canções podem ser resumidos em tópicos associados a loucura, a subjetividade, a obsessao, ao sentimento de melancolia e as alucinações. Uma característica bastante mascante das trilhas sonoras é a presença de efeitos especiais, a presença de uma harmonia destacada e músicas instrumentais longas.

Destaque de cantora no estilo é Janis Joplin. O nome é referente a uma compositora e cantora dos Estados Unidos que ficou famosa no final da década de 60 por ser a vocalista da banda Big Brother and the Holding Company, na qual teve destaque ao interpretar uma versão da música “Ball and Chain” no Festival Pop de Monterey. Ao sair do grupo, fundou um novo conjunto chamado Kozmic Blues Band, no qual estrelou “I Got Dem Ol' Kozmic Blues Again Mama!”. Por fim, formou um terceiro grupo musical denominado Full Tilt Boogie Band, no qual interpretou suas músicas mais famosas “Me and Bobby McGee” e “Mercedes-Benz”. Totalmente polêmica, a passagem de Janis Joplin pelo Brasil repercutiu mundialmente, pois a cantora cantou em um bordel, foi expulsa do Hotel Copacabana Palace por nadar nua em uma piscina, fez topless na Praia de Copacabana e tentou participar do desfile de uma escola de samba. Viciada em heroína, a artista faleceu no dia 4 de outubro de 1970, em Los Angeles, Califórnia, com apenas 27 anos.

Quando o assunto é guitarra, o nome de Jimi Hendrix não pode deixar de ser mencionado. A figura em questão foi guitarrista, cantor, produtor e compositor, sendo considerado como um ícone fundamental na história do rock. O músico teve grande influência do blues como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker. Tocou em diversas bandas, cujas músicas mais conhecidas são: Hey Joe, The Wind Cries Mary, Like a Rolling Stone, Little Wing, All Along the Watchtower e Day Tripper. O grande guitarrista do rock faleceu no dia 18 de Setembro de 1970 em Londres, porém a causa da morte ainda não foi estabelecida.

Um grupo musical que teve reconhecimento no rock psicodélico foi o The Doors. Influenciada por estilos como o flamenco, a bossa nova e o blues, o grupo surgiu no final dos anos 60 e início da década de 70, em que contava com Jim Morrison como vocalisa, Ray Manzarek como tecladita, Robby Krieger como o guitarrista e John Densmore como o baterista. A fama do grupo atingiu níveis mundiais, seja pelas músicas como "Break on Through (To the Other Side)", "Light My Fire", "People Are Strange" e "Riders on the Storm" ou pelas escandalos envolvendo o vocalista da banda. Após a morte de Jim Morrison com causa misteriosa em 3 de julho de 1971, o grupo continuou por mais algum tempo com Krieger e Manzarek nos vocais e lançaram os álbuns Other Voices e Full Circle, sendo o segunto voltado mais para um estilo de jass. O último álbum que o grupo lançou foi o An American Prayer, em 1978, o qual continha descobertas gravações de recitação de poesias feitas por Jim Morrison, resultando em grande sucesso de vendas.

No rock psicodélico, várias bandas inglesas tiveram destaque mundial, como Os Beatles, Pink Floyd e The Who. Bandas brasileiras também aderiam ao gênero musical, como Mutantes, tendo Rita Lee como vocalista e Secos e Molhados. Com forte influência do jass, blues e folk, o estilo psicodélico não foi uma pandemia da década de 60, pois se alastrou até o início dos anos 90 com o surgimento de novas bandas, aumento o número de apreciadores desse estilo musical.

(Mariana Tannous Dias Batista)

domingo, 6 de dezembro de 2009

ROCK PROGRESSIVO

Influenciado pelo jazz fusion e a música clássica, o rock progressivo é um gênero musical inglês que surgiu no final da década de 60 e início dos anos 70. Um estilo bastante diferenciado e único, o estilo musical repercutiu bastante na época, lançando vários artistas e trilhas sonoras no ramo da música.

O rock progressivo destaca-se pelo uso de harmonias complexas e múltiplas, composições longas, os álbuns conceptuais (nos quais um tema escolhido é mantido em todo o álbum), a temática relacionada à loucura, guerra, amor, história, religião e ficção científica, o uso de instrumentos eletrônicos como o teclado e de sintetizadores e o enfoque de elementos clássicos no contexto geral do estilo.

O estilo musical pode ser entendido como uma combinação do rock and roll tradicional com os instrumentos da música clássica, além de manter a improvisação do blues. Vários artistas que foram rotulados como pertencentes ao estilo de rock psicodélico apresentaram composições voltadas para as características do rock progressivo, como ocorreu na música “Beck's Bolero”, de Jimmy Page, Jeff Beck,Keith Moon,John Paul Jones e Nicky Hopkins, por exemplo.

Os percursores do ritmo foram os grupos The Nice (o qual unia a música erudita, ao jezz e ao rock) e Soft Machine (também pioneira no rock psicodélico). A transição de estilo do grupo Pink Floyd ocorreu com a saída do compositor Syd Barrett da banda. Mas nem tudo sempre foi tão simples. Um novo estilo musical requer grande responsabilidade para superar todas as críticas e continuar em vigor, o que não ocorreu com o rock progressivo que passou a ser considerado pretencioso e exagerado perante ao estilo punk rock que se firmava na Inglaterra na década de 70. Mesmo com todas as críticas alegando que o rock progressivo era um estilo ultrapassado, o grupo Pink Floyd lançou o álbum “The Wall” em 1979, que é recorde em vendas até hoje.

“We don’t nedd no education/ Ww don’t need no thought control/ No dark sarcasm in the classroom/ Teachers leave them kids alone/ Hey! Teachers! Leave them kids alone! / All in all it’s just another brick in the wall/ All in all you’re just another brick in the wall” (“Nós não precisamos de nenhuma educação/ Nós não precisamos de nenhum controle de mental/ Nenhum humor negro na sala de aula/ Professores, deixem essas crianças em paz/ Ei! Professores! Deixem essas crianças em paz/ Em suma, é apenas um outro tijolo no muro/ Em suma, você é apenas um outro tijolo no muro”), trecho da música “Another Brick In The Wall”, Pink Floyd.

(Mariana Tannous Dias Batista)

sábado, 5 de dezembro de 2009

TECNOLOGIA

TECNOLOGIA: A A ARTE DO FUTURO OU A MALDIÇÃO DO SÉCULO?
Uma época em que a máquina convive junto ao homem

Que atire a primeira pedra quem nunca sonhou com uma era na qual os robôs viveriam entre os humanos, os carros teriam a capacidade de voar, a ciência manipularia a genética e as pessoas e os animais seriam criados em laboratórios. O que era uma espécie de sonho utópico não está distante da realidade atual, na qual a tecnologia é aprimorada diariamente e, conseqüentemente, a vida das pessoas no convívio social é alterada.

Desenhos como Os Jetsons, que relata uma família futurista moradora de um arranha céu moderno, uma robô auxiliando nos trabalhos domésticos e carros voadores como meios de transporte, ou filmes como Matrix, no qual o personagem principal enfrenta uma batalha para não submeter-se ao domínio das máquinas, foram polêmicos quando chegaram ao conhecimento do público, pois esses consideravam o roteiro bastante abusivo, já que retratava assuntos totalmente fora dos padrões sociais da época.

O que ficava apenas na imaginação no passado é uma necessidade na atualidade. Ainda não se encontra os robôs com a forma humana circulando pelas ruas, porém as máquinas usadas na usinas foram desenvolvidas para substituir o trabalho manual, ou seja, o trabalho braçal feito pelas pessoas foi alterado resultando em uma crise de desemprego mundial. O que era mito passou a ser verdade. Exemplo disso é a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado em laboratório por meio de uma célula adulta, ou seja, a multiplicação da espécie, a produção de seres geneticamente iguais feita através do conhecimento humano e de suas armas científicas.

“Sempre achei que a ganância do homem pelo poder resultaria em grandes mudanças. A tecnologia deve ser analisada a partir de dois aspectos, sendo o primeiro aquele que melhora a qualidade de vida das pessoas, como as curas para as doenças e os aparelhos que facilitam a vida do homem no cotidiano. Porém, quando usada de forma errada, essa provoca grandes catástrofes mundiais, como a bomba atômica que devastou as cidades de Hiroshima e Nagasaki no Japão ou os vírus produzidos nos laboratórios”, afirmou o estudante de história Rodrigo Pereira, 23.

O computador é o maior exemplo da presença da tecnologia no cotidiano das pessoas, pois grande parte das tarefas humanas são realizadas nessa máquina. Quase todos os tipos de empregos exigem um conhecimento básico em informática, além desse contribuir, diretamente, para a socialização dos cidadãos. Assim, por meio de diversos recursos da internet, as pessoas relacionam-se a qualquer hora e em qualquer lugar, ou seja, tal artifício, um símbolo da globalização, é capaz de encurtar a distância em questão de segundos.

“ Nunca pensei que iria ver e falar com outras pessoas do outro lado do mundo de dentro da minha casa por meio de uma tela, porém acho que a juventude está comprometida porque as crianças não brincam mais nas ruas e as pessoas não frequentam as casas umas das outras para conversar ou matar a saudade. Basta ligar o computador que tudo está resolvido, menos a interação e o contato físico, que acabam cada vez mais a cada dia”, concluiu a aposentada Rosa Maria Moreira, 71.

Considerar a tecnologia como a arte do futuro ou a maldição do século depende de vários aspectos que devem ser analisados de maneira específica e cuidadosa, com todos os prós e contras que essa apresenta aos cidadãos. Alguns dizem que o Apocalipse está próximo, para outros a humanidade chegou na Era de Aquarius e, ainda, existe uma parcela que afirma que as sociedades estão em constante desenvolvimento, em uma espécie de progresso ditado pela onda das novas tecnologias.

(Mariana Tannous Dias Batista)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

TATUAGEM


A arte de transformar o corpo em uma tela, A ESTAMPA DA PELE.

As pintas, as manchas de nascença e os sinais que a pele do ser humano apresenta são as marcas de identificação de uma pessoa dentro do grupo. E quando essa forma de tornar-se único é feita de maneira artificial, por meio das tatuagens, essa ação poderia ser considerada uma forma de arte, ou seja, usar o próprio corpo como tela para retratar um desenho ou uma situação?

A tatuagem é uma forma de alteração do corpo com o uso de pigmentação e agulhas, cujas técnicas são milenárias e aprimoraram-se ao longo dos anos, o que faz com que o recurso seja bastante conhecido e cultuado mundialmente. Relatos afirmam que a tatuagem surgiu como forma de simbolizar rituais religiosos ou de representar os guerreiros durante as batalhas, porém na atualidade, a ação de estampar o corpo pode representar diversos significados, dependendo da pessoa que realiza o processo.

Os desenhos retratados são os mais variados, os quais podem ser de pequenas estrelas até imagens que ocupem grande parte do corpo, por exemplo. Os tatuadores afirmam que a técnica é um dos maiores processos artísticos que existe, pois cabe ao tatuador desenhar a imagem escolhida, saber todos os recursos para reproduzi-la fielmente a representação no papel e escolher o tamanho e as cores de tintas adequadas para cada tipo de cliente.

“Os tatuadores devem ser considerados como grandes artistas, pois é isso que eles são. Estas pessoas enfrentam o maior dilema que um artista poderia ter, pois sua obra de arte, simplesmente, não pode ser apagada ou deixada guardada em um quarto, já que sua arte é exposta pro mundo em todos os momentos”, afirmou o estudante de artes visuais Felipe Abreu.

Os motivos que levam uma pessoa a tatuar o corpo são bastante diversos, os quais incluem homenagens a pessoas, símbolos que representem um momento importante na vida, por ser uma tendência da moda, uma maneira de identificar-se e afirmar-se em um grupo ou apenas por apreciarem a arte. Porém não são todas as pessoas que gostam da idéia de ter o corpo marcado, seja pelas agulhas usadas ou pela idéia do desenho ser permanente, mesmo com as técnicas de remoção que o mercado apresenta. “Eu acho legal e bonito, pois dependendo do que se desenha é uma forma de arte sim. Mas não faria, porque tenho receio de ficar com aquele desenho pra sempre e de enjoar no futuro”, relatou a estudante de veterinária Bruna Ferreira, 20.

A tatuagem ganhou tanto espaço na sociedade que existem feiras específicas para isso, onde as pessoas encontram-se para apreciar as exposições de fotos da arte, para fazerem mais tatuagens, ocorre o encontro dos maiores tatuadores do Brasil e, em algumas, do mundo e os concursos, como o da pessoa que tem o corpo mais tatuado, por exemplo.

Mas nem tudo é um mar de rosas desenhadas em tons de vermelho. Mesmo com toda a modernidade e tecnologia presente no cotidiano dos cidadãos, os portadores de tatuagens ainda sofrem preconceito, seja por pessoas mais idosas ou mesmo em uma entrevista de emprego, pois algumas profissões, de maneira implícita, não admitem que os profissionais sejam detentores dessa arte.

“Penso que a tatuagem ainda não é muito bem aceita no meio jurídico, principalmente pelos profissionais mais antigos. A geração mais nova aceita melhor, mas a resistência ainda é grande, especialmente com as artes mais agressivas, como os tribais e os dragões, por exemplo. No direito, quem faz tatuagem normalmente é em lugar escondido tanto pela pressão dos colegas como dos futuros clientes ou jurisdicionados, pois quase todo mundo acha ofensivo”, retificou o advogado Diego Espindola Sanches.

Mesmo com todo o preconceito com as pessoas tatuadas, a tatuagem ganhou espaço no meio social, a qual passou a ser considerada como uma maneira de individualizar o indivíduo, de diferenciá-lo. Assim, a tatuagem deixou de ser estereotipada pelos costumes e hábitos sociais e é vista como uma forma de arte, ou seja, a arte de estampar a pele.
(Mariana Tannous Dias Batista)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

CONSUMISMO.

A ARTE DE CONSUMIR: A PANDEMIA DA ATUALIDADE

A arte de consumir, isto é, adquirir ou utilizar um determinado produto ou serviço rege as ações das pessoas no contexto social. Ou seja, tal conduta ocorre porque o sistema que prevalece mundialmente é o capitalista, o qual separa os países em desenvolvidos ou em desenvolvimento, em governantes e subordinados ou em fornecedores e consumidores, cujo principal objetivo é o acúmulo de capital e a constante obtenção de lucro.

Lucro, capital e dinheiro. Palavras que promovem o progresso de diversas nações e ao mesmo tempo a degradação de outras, ou seja, o consumo exagerado dos cidadãos tem resultado em elevados níveis de degradação do meio ambiente. O incentivo ao consumo gerado pela mídia é rotineiro, a exploração dos recursos naturais para a produção dos bens é exorbitante, o consumo desenfreado é crescente e a poluição causada por indústrias e produtos resultantes dessa são fatos comuns ao cotidiano das pessoas, o que resulta na constante depredação dos bens naturais. É justamente nesse aspecto que me indago, até quando o Planeta Terra terá recursos para suprir o ego humano? E quando esses recursos se esgotarem, o que será das relações sociais que conhecemos e vivenciamos?

Na relação entre fornecedor e consumidor, uma parte visa vender ou fornecer os melhores produtos e serviços enquanto a outra procura qualidade no que adquire, sendo que a proteção à saúde é um aspecto fundamental nesse sistema. Entretanto, diversas substâncias usadas na produção são classificadas como tóxicas e, mesmo assim, o consumo de tais produtos ainda ocorre, em que os trabalhadores, geralmente pessoas com renda monetária baixa e mulheres, são expostos a tais substâncias diariamente, sendo a profissão prejudicial à saúde. Assim, milhares de pessoas trabalham em situações precárias e insalubres, mas só sobrevivem devido a tal ação. Tal situação chega a ser contraditória e revoltante, pois as pessoas consomem um produto prejudicial por meio da integridade física de outras pessoas, isso para satisfazer o desejo de consumo.

Em um sistema capitalista, o objetivo final da produção é a obtenção de lucro. Portanto, no processo de distribuição, os fornecedores visam vender os produtos o mais rápido possível, mantendo os preços baixos para que os consumidores sempre estejam presentes nos estabelecimentos e com o menor número de gastos. Assim, os preços dos produtos resultam em um problema, já que os consumidores não pagam pelo preço real da mercadoria, pois se fosse cobrado apenas o valor de todos os custos o fornecedor não teria lucro. Entretanto, se o valor cobrado suprisse todas as despesas, ou seja, se os salários pagos aos funcionários promovessem uma vida digna e que esses gozassem de todos seus direitos, os transportes das mercadorias fossem feito de maneira correta e todos os impostos pagos, os preços seriam abusivos e poucas pessoas teriam condições de consumir os produtos, resultando em uma crise no sistema capitalista.

Diariamente as pessoas são instigadas ao consumo, seja por meio da mídia ou das novas tecnologias que, constantemente, revolucionam o mercado dos produtos. Assim, uma mercadoria nova em alguns meses é substituída por uma melhor e mais moderna, o que aguça o desejo de compras dos cidadãos e movimenta a economia de um país. Porém, todas essas mercadorias que são descartadas resultam no acúmulo de lixo nas cidades, provocando mais poluição nos centros urbanos, degradação ambiental e doenças.

Uma solução para o problema do consumismo exagerado seria a conscientização da população sobre os efeitos desse para o planeta Terra e para a vida em sociedade, pois dessa maneira as pessoas teriam noção das suas ações e poderiam reparar os danos causados em prol da constante obtenção de lucro e pelos desejos ocasionados por um sistema voltado para o consumo.
(Mariana Tannous Dias Batista)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Ética e manipulação da imagem no fotojornalismo digital

O fotojornalismo é caracterizado como sendo uma parte da fotografia na qual a informação é transmitida ao público por meio da imagem fotográfica, de maneira clara e objetiva. Por meio de tal ciência a fotografia é capaz de transmitir informações devido ao enquadramento utilizado pelo fotógrafo diante do fato. Assim, a imagem é fundamental aos meios de comunicação por servir como complemento para os textos das matérias jornalísticas.

A fotografia jornalística é dividida em gêneros. Dentre esses, destaca-se a fotografia social (com imagens sobre política, economia e acontecimentos gerais), a fotografia esportiva (que deve conter várias informações), a fotografia cultural (que chama atenção para a notícia em destaque) e a fotografia policial (relacionada a imagens de combate, repressão policial, crimes, mortes).

Existe uma polêmica em relação à fotografia gerada em torno dos conceitos de tratamento e manipulação de imagem que, geralmente, são confundidos. O tratamento de uma fotografia consiste em melhorar a qualidade da imagem por meio da tecnologia, a qual permite que pontos escuros sejam clareados, alterar a saturação das cores e fazer mudanças no brilho. Porém, o conteúdo não é modificado, isto é, a mensagem transmitida pela imagem não é alterada. Já a manipulação consiste em interferir na realidade dos fatos, em que elementos podem ser acrescentados ou excluídos fazendo com que o real vire ficção ou uma ficção vire realidade. No fotojornalismo, a manipulação de imagem é condenável no ponto de vista da ética, justamente por distorcer a realidade e não apresentar todos os fatos em precisão.

A manipulação da imagem ocorre antes da era digital, com a alteração dos negativos das máquinas analógicas. Com a tecnologia digital, a percepção da manipulação da imagem torna-se mais complicada, justamente por não existir os negativos e, conseqüentemente, provar as alterações na imagem é mais difícil. “Até mesmo a questão da propriedade intelectual e a questão do controle econômico sobre a imagem digital se tornam problemáticas, pois não existem negativos” (SOUSA, Jorge Pedro. História Crítica do Fotojornalismo Ocidental, 2000, p. 216).

O livro Les commissariat aux archives – Les photos qui falsifient l´histoire (O Comissário para Arquivos - Imagens que falsificaram a história), do jornalista e escritor Alain Jaubert, retrata que muitos políticos utilizaram a manipulação fotográfica para omitir dados sobre a realidade social e política do país que governavam e assumirem posição de dominação perante a população. “O personagem que aparece ao fundo é Tibor Samuelli, enviado especial do governo revolucionário húngaro de Bela Kun, que foi à Moscou pedir ajuda ao jovem poder soviético. Para eliminar qualquer alusão a uma possível internacionalização da revolução bolchevique, o estrangeiro foi apagado da fotografia, para conferir maior poder a Lênin”, afirmou o jornalista em seu livro publicado no ano de 1984, p.19.

No jornalismo é comum à manipulação de imagens, mesmo que tal ação contradiga o Código de Ética do Jornalismo, como forma de omitir uma informação que chocaria a população ou para fazer sensacionalismo e resultar em maiores vendas nos veículos impressos. “Sim, até as fotografias mentem. Basta haver um mentiroso atrás da câmara fotográfica. E uma mentira jornalística, no Líbano como por cá, pode ser mais letal que um bombardeamento”, retratou o jornalista do Jornal de Notícias Manuel António Pina em relação à manipulação digital das fotografias referentes ao bombardeamento de Beirute pela Força Aérea de Israel.

No Brasil os métodos de controle dos processos de manipulação de imagem ainda são menos eficazes que no exterior. Para evitar a alteração parcial ou total do conteúdo da matéria ocasionado pelas imagens digitais, jornais como “O Globo e Folha de S. Paulo”, elaboraram normas de edição interna que previna tais acontecimentos. “Em geral, a Folha não usa montagens fotográficas, fotos recortadas, invertidas, retocadas, ovais ou redondas” (MANUAL DA FOLHA DE S. PAULO. 8a edição).

No ponto de vista da Ética do Jornalismo, a manipulação da imagem é inaceitável, pois ao se alterar uma fotografia o jornalista não está fornecendo todos dados à população, ou seja, não exerce seu papel de difusor da verdade. Porém, com a influência do sistema capitalista nos meios de comunicação de massa, tal processo ocorre com freqüência, pois os proprietários dos veículos de comunicação dão prioridade aos lucros gerados com as vendas de uma imagem manipulada ao priorizarem um jornalismo ético e verdadeiro.

(Mariana Tannous Dias Batista)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CIDADANIA

CIDADANIA: UMA ÚNICA PALAVRA E DIVERSOS SIGNIFICADOS

Falar em cidadania, no sentido geral, significa o direito de uma pessoa viver de maneira digna e descente em sociedade, com liberdade para manifestar suas idéias e questionar seus direitos de cidadão. Em ações rotineiras as pessoas praticam a cidadania, como o direito ao voto sem serem questionadas sobre suas escolhas ou evitarem a depredação do patrimônio público, por exemplo.

A infância é considerada como o principal aspecto para classificar um país em desenvolvido ou em desenvolvimento, o que faz com que a educação seja essencial para a formação de cidadãos conscientes e, conseqüentemente, melhorar o progresso de uma nação. Assim, a criança que mora nas ruas é o reflexo de uma intensa crise social, ressaltando a ausência de cidadania.

A realidade cultural e social entre o Brasil e o Japão é contrastante, na qual estudantes japoneses que concluíram o segundo grau moravam em apartamento próprio, enquanto que no Brasil grande parte da população vive em situação de intensa pobreza ou miséria. O ensino público brasileiro apresenta diversas falhas, tanto nas condições físicas das instituições quanto na qualidade do ensino. Assim, a grande maioria dos estudantes adquire seu aprendizado em condições degradantes, sem mencionar os erros nos materiais didáticos e as greves escolares, enquanto que no Japão os alunos acham inadmissíveis as escolas sem computadores. Outro aspecto a ser mencionado é a qualidade de vida dos idosos no Japão que abusam de conforto e, principalmente, são respeitados pelos jovens, o que não ocorre no Brasil, no qual tais vivem com cerca de um salário mínimo e são constantes as queixas e relatos de agressões físicas e verbais contra os idosos.

O direito a uma sociedade mais justa, ou seja, o direito de ter direito é uma conquista marcada por constantes ações sociais. Ocorreram as revoluções femininas para que as mulheres tivessem seu espaço no mercado de trabalho, diversas batalhas para que o voto fosse universal e secreto, um intenso conflito para o fim da escravidão e da segregação racial e para que o Brasil fosse um país democrático. Dessa maneira, foram anos de conflitos sociais e de interesses, até que fosse instituída a legislação de cada país, a sua Constituição que rege todas as condutas humanas em sociedade, o que fez com que todos os homens fossem considerados livres e iguais perante a lei.

Com a Declaração Universal dos Direitos do Homem, elaborada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, as pessoas adquiriram o direito a uma vida digna. Ou seja, a dignidade humana, isto é, certa proteção jurídica mínima que garante a sobrevivência e o desenvolvimento social ao indivíduo, uma espécie de Justiça Social.

Como forma de estabelecer uma proteção às crianças, a Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou a declaração que garantia o direito à igualdade, a proteção especial para o seu desenvolvimento, ao nome e nacionalidade, à alimentação, moradia e assistência médica, à educação e cuidados especiais para as crianças deficientes (fisicamente ou mentalmente). Direito ao amor e compreensão paterna e social, educação gratuita e ao lazer, proteção contra a exploração no trabalho e ao abandono, de crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos e de ser socorrido em primeiro lugar em situação de catástrofe.

O choque entre o conceito de cidadania com a realidade política, social e econômica dos brasileiros é gritante e contraditório. As crianças são consideradas o futuro de um país e o símbolo do seu desenvolvimento, o que faz com que existam leis para garantir sua proteção. Porém, a partir do momento em que essas não são cumpridas em sua totalidade e resultam em crianças morando nas ruas ou em situações de violência contra essas, o conceito de cidadania torna-se inválido, prejudicando o progresso de toda uma nação.

(Mariana Tannous Dias Batista)

domingo, 9 de agosto de 2009

TRABALHO DA FACULDADE: DESCREVA SEU PAI EM TRÊS PARÁGRAFOS.



Descrever meu pai, provavelmente, foi o texto mais difícil que já fiz até o momento. Não sei se é porque o pai que eu conheço não é mesmo que meus irmãos conhecem, pode ser pelo fato do engenheiro ser uma pessoa completamente diferente da minha figura paterna ou pelo motivo de não o conhecer ao certo. Ao pensar nessa pessoa me deparo com os mais diversos sentimentos que se chocam e, ao mesmo tempo, são aliados, o que me faz questionar, quem é meu pai?

Mesmo morando em outra cidade, papai se faz presente no meu cotidiano, seja por meio de um telefonema, uma carta, de fotografias ou de situações que, imediatamente, me remetem sua imagem. Foram diversas situações que falei mal dele, mas as que senti sua falta foram maiores ainda. Quando estamos juntos, tenho total liberdade para falar sobre os mais variados assuntos e suas visitas já podem ser incluídas em uma rotina de almoços em família, idas ao cinema, programas caseiros, compras no shopping e jantares em restaurantes. Ele tem seus defeitos, mas tem uma enorme qualidade que é de nunca me negar nada, seja algo relacionado a bens materiais ou até mesmo um grande beijo no rosto e um abraço, isso quando uma mordida no braço não vem incluída nesse pacote de carinho. Se já brigamos? Quase sempre, mas e daí, as grandes histórias foram feitas com muitas batalhas, em que nas nossas algumas já foram superadas e outras estão em processo de vitória, o que me deixa na dúvida se tenho um pai, um amigo ou os dois.

Para muitos ele é o Doutor, o general, o “homem”, o sistemático, o perfeccionista, o chato, o bravo, o ignorante, o melhor engenheiro, o cômico, o bizarro, o explosivo, o contador de casos, o palhaço, o que faz apenas o que quer, o mimado, o que erra, mas que também acerta, o boêmio, o conservador, o melhor na sinuca, o goleiro, o goiano,o meu mocinho e o meu vilão, o pistoleiro, o pescador, o que conheceu vários lugares, o caridoso, o companheiro, o amigo, o que me desafia a sempre a ser melhor, o irritante, o egocêntrico, o piloto, o que coloca a família em primeiro lugar, o responsável, o sem paciência, o empreiteiro, o coroa, o sábio, o cabeça dura, o inteligente, o vivido... Enfim, pode-se defini-lo de diversas maneiras, mas para mim, meu pai é um eterno crianção e uma espécie de porto seguro que engloba tudo aquilo que um pai deve representar para um filho.

Te amo!

( Mariana Tannous Dias Batista)

domingo, 26 de julho de 2009

Qual é a cara do Brasil?

Brasil, país de população bastante heterogênea, cuja massa é formada por negros, brancos, índios, amarelos, árabes e europeus, ou seja, o território apresenta pessoas de todas as partes do mundo, uma mistura de traços genéticos e de tradições formando um único povo, o brasileiro. Se a nossa composição contém diversos elementos que permitem que todos sejam singulares, então qual seria o real motivo de tanto preconceito com aquilo e aqueles que são deferentes? E diferentes em qual sentido?

Padrão de convívio social e a constante ditadura da beleza imposta pela mídia regem a conduta das pessoas no cotidiano, em que todo comportamento desviante de tais normas tende a ser reprimido, ou seja, considerado como errado ou inapropriado. Porém tal forma de “educação da população” mascara um problema que passou a ser “normal” perante aos cidadãos pelo fato de acontecer em grande escala, a prática de preconceito. Assim, como justificativa para tal ação está o conceito de que a outra pessoa é diferente, seja em aspectos sociais, genéticos ou culturais, portanto ela não se enquadra nos padrões exigidos pela sociedade. Com uma população bastante distinta em todos os aspectos, seria possível estabelecer um padrão para o povo brasileiro, ou seja, estabelecer "qual é a cara do Brasil”?

Mesmo sendo um crime inafiançável, o preconceito racial prevalece no país e atinge níveis gritantes de incidência. Porém a prática de preconceito extrapola os limites impostos pela Constituição brasileira, assim estereótipos de que negros devem ser pobres ou que não podem ter parentes brancos, que os índios são preguiçosos, os homossexuais são promíscuos, que todo mendigo é alcoólatra ou drogado e ser gordo é algo inaceitável prevalecem no cotidiano e, pior ainda, são considerados como verdade por várias pessoas.

E se a situação fosse vista por outro ângulo, ou seja, na visão daqueles que sofrem o preconceito. E se os negros passassem a discriminar os brancos, os índios aqueles que vivem nas cidades, os homossexuais os religiosos que são contra tal relação e as pessoas fora dos padrões de beleza às demais? Simplesmente o convívio social não existiria, pois as pessoas viveriam em constante caos com brigas diárias, em que o significado de sociedade seria utópico, pois as pessoas se agrupariam em tribos, em bandos como animais simplesmente por não aceitarem as diferenças essenciais na composição de um povo.

É impossível atribuir um padrão físico ou cultural a população brasileira, pois é justamente essa miscigenação que proporciona a principal característica desse povo, de ser um composto de várias etnias e raças. O que realmente importa não é a cor da pele, a origem familiar ou as roupas que usamos, mas sim o caráter da pessoa, porque no fim, por mais diferentes que possamos parecer, o que carregamos dentro do peito deveria valer como a principal marca de uma pessoa.

(Mariana Tannous Dias Batista)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

“Voe por todo mar e volte aqui”...

Pois é... Despedidas... Seriam o fim ou o início de alguma coisa? Pode-se dizer que são o fim de todo um ciclo e o começo de uma nova era, com pessoas, lugares e cotidiano totalmente diferente. Por mais que todas as pessoas sejam únicas, compartilham um período de tempo chamado de vida e nessa saga que enfrentamos diariamente, conhecemos lugares, perdemos pessoas, nos apaixonamos por coisas, vivemos situações e sentimos saudades de lembranças e dos momentos vividos.

Quem diria que em meio a um aspecto Direito eu encontraria duas peças raras, duas figuras que foram desenhadas a mão. Lícia, uma pequena que vira “uma gigante” em meio a uma briga, dona de um coração enorme e de uma paciência sem limites. Mari, a pessoa mais “figura” que já conheci, portadora de uma criatividade infinita e de um companheirismo inexplicável.

Em tão pouco tempo, essas duas figuras me conquistaram de tamanha maneira que me deparo com uma enorme dificuldade de encontrar as palavras adequadas para tentar transmitir o quanto vocês são importantes na minha vida. Foram tantos momentos, diversos sentimentos e vários assuntos compartilhados que dói muito pensar que daqui uns dias continuarei a saga sem vocês. Um ciclo no qual a Lícia copiava e passava a limpo a matéria, a Mari T. copiava da Lícia (quando queria) e a Mari B. ficava apenas no xerox. Assim, nos completávamos, bastava apenas um olhar para as outras entenderam o que aquele singelo ato significava, apesar de sermos pessoas de muitas palavras, de muitas conversas, de muitas risadas e, geralmente, tais ações aconteciam quando não podiam o que resultavam em muitos “ralas” de professores.

Quantas aulas já matamos para conversar, quantas fotos sem sentido registraram momentos que provocarão saudades, por várias vezes enxugamos as lágrimas alheias e, principalmente, provocamos e compartilhamos sorrisos e enormes gargalhadas. Isso mostra que nós vivemos de forma intensa e, sobretudo, desfrutamos todos os mementos que tivemos para fazer com que um convívio diário fosse transformado em um real sentido para a palavra amizade. Isso não quer dizer que não tivemos momentos que a vontade de nos matar era gritante, mas como todas as grandes conquistas históricas, a nossa está sendo escrita com muitas vitórias e, no momento, enfrentaremos a batalha mais difícil de todas que foi denominada de distância e para os íntimos de saudades.

Um ano e meio, 18 meses, três períodos de faculdade, cinco dias por semana e alguns finais de semana, várias festas, diversos almoços e várias situações compartilhadas resultam em um coração cheio de lembranças e que fica na esperança de um breve reencontro. Quem disse que a distância separa as pessoas que se amam?! No nosso caso, apenas servirá para significar que o passado realmente valeu a pena.
PARA SEMPRE NO MEU CORAÇÃO... AMO MUITO VOCÊS!

OBS: Agora eu terei que começar a copiar matéria, Lícia... E Mari, terei que arrumar outra pessoa pra jogar palitinho, continue a história ou jogo da velha durante as aulas! ahauhaauhauah

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domingo, 19 de julho de 2009

Você é brasileiro, patriota ou um amante do futebol?

Durante os jogos envolvendo a seleção brasileira de futebol é comum vermos as pessoas desfilando com suas camisas do Brasil e gritando o orgulho de ser brasileiro quando o time vence alguma partida. Mas depois que passa o “efeito dessa droga”, dessa epidemia de patriotismo, para onde vai o orgulho de escancarar que é Brasileiro?

Ao mencionar os problemas sociais do país diversas pessoas assumem saber da existência de tais, porém afirmam que esses são temas de responsabilidade dos governantes, ou seja, que os cidadãos não podem fazer nada para melhorar a situação em que vivem. Assim me indago, se os “cidadãos brasileiros” não lutam por um país melhor, para que uma vida digna a todos seja algo real e não apenas um direito escrito em uma Constituição utópica, os habitantes desse país podem ser classificados como brasileiros, patriotas ou simples amantes do futebol? Brasileiro por nascer em certa área geográfica, patriota por defender o país acima de tudo e buscar todas as opções para que esse seja considerado o melhor local para viver não só pelos seus habitantes, mas por todo o mundo ou um amante do futebol que lembra do local onde nasceu quando esse ganha destaque mundial ao vencer mais um jogo.

São comuns as queixas por política e não politicagem, por melhores condições de vida e para que o Direito realmente funcione e puna a todos, incluindo os que podem pagar pela liberdade e pelo sossego. Mas e quanto à conscientização da população na hora de escolher seus governantes? O que foi feito daquela classe de pessoas que iam as ruas e manifestavam por seus objetivos? Aonde foi parar aquelas pessoas que questionavam as idéias impostas pelo governo e pela televisão? Ou seja, onde está a “classe pensante” do Brasil?

Quem sabe quando todas as crianças tiverem a oportunidade de “brincar de infância”, a juventude e a velhice sejam complementos e não oponentes, o conformismo não seja a característica principal da população e os cidadãos lembrarem do real sentido do que é ser patriota, o Brasil volte a ter “cara de país” e não apenas um território com uma máscara fingindo ser um.

(Mariana Tannous Dias Batista)

domingo, 21 de junho de 2009

JORNALISMO ZERO

Pois é... No dia 17 de Junho, o Congresso Brasileiro declarou a sua nova façanha, a qual remete a não obrigatoriedade do diploma aos jornalistas. Ou seja, nós futuros profissionais da área passaremos quatro anos cursando o ensino superior e nos especializando, mas pra que mesmo? Deve ser que estudar por todo esse tempo para ser um profissional graduado contará apenas como curriculum, já que o diploma foi transformado em um rascunho de papel amassado e jogado fora no lixo.

Essa decisão dos governantes faz parecer que a profissão de um jornalista não tem credibilidade alguma, já que agora qualquer pessoa pode exercê-la. No Brasil a liberdade de expressão é o lema de várias manifestações, assim sentirei um tremendo descontentamento ao ver os “novos jornalistas licenciados pelo governo” transmitindo informações a população de maneira incoerente, faltando com as regras da ética do jornalismo e, principalmente, sem técnica de reportagem alguma. Mas sentirei um enorme prazer quando os políticos que liberaram tal prática forem os alvos de uma matéria feita sem o conhecimento adequado para isso, ou seja, fora dos padrões impostos pelo jornalismo sério. Quem sabe, depois disso, os políticos percebam a importância de um diploma, ou melhor, a importância do trabalhador ser especializado, profissional e ter uma formação na área.

Provavelmente a próxima campanha que o governo transmitirá aos demais profissionais e estudantes de todas as áreas será algo do tipo “Se você não acha estágio ou emprego na sua área, nós temos a solução! Vire um jornalista”. Porém, o governo ainda não percebeu, mas ao permitir que todos possam ser jornalistas, esse já instituiu uma nova campanha social, o ”Jornalismo Zero”.

(Mariana Tannous Dias Batista)

sábado, 20 de junho de 2009

“O CARA QUE VOCÊ MAIS AMARÁ SERÁ O ÚLTIMO”

Que atire a primeira pedra quem nunca ficou triste com o fim de um relacionamento ou quem nunca chorou por outra pessoa! Se você atirou, parabéns! Ou você é a pessoa mais insensível que existe ou a mais mentirosa, mas calma... Existe aquele ditado pra acabar com a minha teoria que fala que “toda regra tem sua exceção” então exceção, prazer Mariana Tannous Dias Batista, gostaria de te conhecer, pois você é única.

Ocorreram inúmeras vezes que os corações apaixonados foram partidos por outra pessoa e em todas essas nem o melhor psicólogo seria capaz de achar uma solução. A vontade que predomina é de dormir, dormir, dormir e comer um bom brigadeiro como forma de esquecer. Puro escapismo, que não funciona, pois quando se sonha acordado não tem como fugir da realidade e é nessa hora que pensamos chegar ao fundo do poço, que tudo está acabado. A sensação de chegar ao fundo do poço chega a ser reconfortante, pois não existe outra forma de cair mais, ou ficamos naquele lugar ou encontramos uma maneira de subir, de nos erguer e começar de novo.

Em meio a minha crise mais recente, na qual todo melodrama existente parecia ser meu melhor amigo e o único que me entendia, encontrei a sensação de alívio na última pessoa que imaginei... Meu irmão. Estranhei essa situação porque é complicado falar sobre homens com ele, sei lá, ele é meu irmão e obrigatoriamente deveria achar ruim e sentir ciúmes, ou seja, exercer seu papel de irmão. Mas não, dessa vez foi diferente, pois além de me escutar ele disse uma frase que remetia algo do tipo “O cara que você mais amará será o último” e do nada, tudo aquilo que me sufocava perdeu o sentido.

Na hora fiquei confusa e não sabia ao certo se ele tinha razão, mas depois de um tempo, já com o canal lacrimal seco, o coração batendo na velocidade certa e o cérebro voltando a raciocinar, percebi que a frase não era tão fantasiosa. Notei que a dor do fim de um relacionamento permanece até conhecermos a próxima pessoa por quem iremos nos apaixonar e toda essa sensação de “fim do mundo” do término da relação passará a ser muito insignificante. Assim, me indago, não devemos amar com tanta intensidade o atual relacionamento esperando o próximo ou devemos curtir ao máximo o atual como se fosse o último?

Na peça teatral que chamamos de vida não existem papeis secundários. Somos o diretor e o ator principal, em que na trama apresentada temos a responsabilidade e o total arbítrio de fazer com que essa tenha um final feliz. Caso ocorra algum deslize no caminho, não importa, porque a peça também deve ser interessante e não algo programado e com o final previsto. Dessa maneira, a minha peça ainda está sendo escrita, porém a vaga de príncipe encantado não foi preenchida, portanto envie seu Curriculum ou Currículo, como preferir, com uma foto que esse será analisado.


Mariana Tannous Dias Batista

domingo, 14 de junho de 2009

A PERGUNTA MAIS QUESTIONADA

“GEORGES BOURDOUKAN constata que é preciso mudar o homem para mudar o sistema.”

Em uma única frase foi possível encontrar a resposta para a pergunta mais questionada de todos os tempos: É possível mudar o mundo? Se tal resposta um dia será sim, isso é uma incógnita, porém uma maneira para que ocorra já fora mostrada a sociedade.

O homem é quem rege todas as ações mundiais, ou seja, ele é quem determina todas as condutas sociais, a exploração do meio ambiente, as guerras, as políticas que são adotadas e, infelizmente, quem vive e quem morre. Vivemos cercados de discursos que prometem melhores condições de vida para a população, de projetos que irão melhorar o grau de escolaridade das pessoas e de campanhas de conscientização em relação à proteção do meio ambiente. É, justamente, nesse ponto que me indago: O homem quer mudar o mundo sem antes mudar as suas prioridades?

A partir do momento que a raça humana, realmente, passar a se preocupar com a situação de caos que estamos vivendo e não fizer, apenas, discursos demagogos, estaremos caminhando em direção ao desenvolvimento. Sim, desenvolvimento, pois esse, em minha opinião, não deveria ser classificado como o resultado de pesquisas com células tronco, a tecnologia, a globalização e a clonagem. Desenvolvimento deveria ser entendido como uma sociedade, cujos habitantes não morressem em tráficos de drogas, não haveria inimigos chefiando o poder, não promoveriam guerras, a fome seria apenas um mito e a infância e a juventude não fossem perdidas por meio da prostituição.

Nós cidadãos temos a missão de conscientizar as pessoas de que, se quisermos, nós temos a capacidade de mudar. O problema está no comodismo e no egoísmo, pois a idéia divulgada por muitos, o que é mais triste ainda, é que não se pode mudar o sistema, que as decisões estão nas mãos de pessoas importantes e, a pior de todas, é que não estarão mais habitando esse humilde planeta quando as previsões sobre as “desgraças” virarem realidade. Se existem pessoas com essa mentalidade, então, só nos resta esperar pelo pior e, se ainda tivermos essa capacidade, derramar uma lágrima pelo próximo que sofre.

(Mariana Tannous Dias Batista)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

QUANDO PERDEMOS O MEDO DE AMAR...

Existem pessoas que representam tanto em nossas vidas e outras que não simbolizam absolutamente nada. O quanto é fácil ficar com alguém, é simples se envolver, complicado se apaixonar e como temos medo de amar. Já fiquei com muitos, me encantei por outros, apaixonei por alguns e amei poucos. Tudo isso chega a ser irrelevante diante da grande dúvida... Quem é a pessoa certa? Ou melhor, como saber quem é a pessoa certa?

Há quem acredite naquele velho ditado que fala que “toda tampa tem sua panela” ou simplesmente na idéia que todo mundo tem sua alma gêmea. A tal alma em questão seria aquela pessoa que te deixa a vontade, com quem você se sente bem, é quando se tem a permissão para ser você mesmo e não ser julgado pelos seus defeitos ou, simplesmente, pode-se resumir a alma gêmea em uma pessoa que nos faz feliz. Felicidade essa que não é momentânea, que te deixa com um grande sorriso estampado no rosto, que faz com que você pense na pessoa durante dias e relembre os momentos vividos por muito tempo.

Com a “outra metade” somos capazes de ir aos extremos em questão de segundos, da alegria a tristeza, do amor ao ódio e da paz a confusão. Isso pode ser explicado por meio de uma única palavra denominada “sentimento” que tem o poder de unir e separar as pessoas e de criar e superar os tumultos cotidianos. Quando temos qualquer tipo de sentimentos por outra pessoa estamos sujeitos as mais diversas situações, pois não agimos pensando somente em nós, mas no outro também, em que nos preocupamos com o bem estar, as mágoas alheias tornam-se nossas e temos o desejo de sempre estar perto. Assim, momentos sem grande importância passam a ser únicos e essenciais, conversas irrelevantes são transformadas em grandes confissões e carinhos compartilhados passam a ser necessários, os quais transmitem a idéia de que o mundo poderia acabar naquele momento que você não ligaria porque, naquele instante, você era a pessoa mais feliz que existe.

Depois de muito analisar, chego à conclusão que a nossa alma gêmea, a tampa da nossa panela ou a nossa outra metade não pode ser resumida somente em questões relacionadas ao amor, porque mesmo o amor permite diversas definições. Essa tal pessoa que tanto buscamos, e podemos até ter encontrado e não percebemos devido a uma percepção primária, deve ser aquela com quem passamos pequenos momentos e, mesmo assim, vivemos situações inesquecíveis, ou seja, pode ser um amigo, um irmão, nossos pais, familiares, amores, companheiros... Dessa maneira, percebo que sortudo é aquele que tem uma pessoa para compartilhar os momentos vividos e pode sempre contar com essa, em que tal pessoa só é agraciada com tal sorte quando perde o medo de amar.

Feliz dia dos namorados, dos apaixonados, dos casados, dos solteiros... Enfim, feliz dia daqueles que sabem como viver a vida intensamente!

( Mariana Tannous Dias Batista)
EU NÃO SOU UM PRODUTO... PORTANTO NÃO ME ATRIBUA UM RÓTULO!
(Mariana Tannous Dias Batista)

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O DIA QUE O MUNDO PAROU

Se pararmos para pensar, já existiu aquele momento que a população mundial parou para presenciar um fato ou para colher as conseqüências desse. Em meio a tantos conflitos e divergências ideológicas que estabelecem “um muro” que separa os países em desenvolvidos ou em desenvolvimento, em certos ou errados, alguns acontecimentos fizeram com que essa barreira fosse esquecida por alguns minutos e que todos voltassem à atenção para a notícia em destaque.

O mundo parou para presenciar com medo, revolta, tristeza e esperança de dias melhores as grandes Guerras Mundiais, o Nazismo e os atentados de 11 de setembro contra as torres do World Trade Center. Mesmo que muitos não estivessem presentes, nesses dias o comentário geral era sobre o acontecimento que, de maneira implícita, influenciou o cotidiano mundial. Assim, todos esperavam por notícias das pessoas envolvidas e comoveram-se com os parentes das vítimas, sem importarem-se com a etnia, raça ou país de origem dessas.

Ocorreu aquele instante que muitos derramaram uma lágrima de tristeza ou outros que suspiraram aliviados com a morte de ícones famosos. Assim aconteceu quando Marilyn Monroe, Adolf Hitler, Martin Luther King, Josef Stalin, John Lennon ou Ayrton Senna faleceram. Nesse momento todos voltaram os olhares para aqueles que choravam ou sorriam e, sem questionar, foram capazes de respeitar os mais diversos sentimentos que se chocavam e, ao mesmo tempo, eram aliados.

Teve aquela ocasião que todas as barreiras geográficas foram esquecidas e a população mundial se união, como ocorre durante as Copas Mundiais de Futebol, nas Olimpíadas e até mesmo quando uma nova epidemia ameaça a vida de todos. Nesses momentos os cidadãos apoiaram-se, foram solidários e batalharam juntos em pró de pessoas que nem conheciam só pelo prazer de ajudar ou de comemorar uma vitória.

O mundo parou diversas vezes por causa de catástrofes naturais, para analisar os avanços científicos, para presenciar manifestações populares e por causa de eleições de países que nem habitamos. Se nós tivemos capacidade de sair da nossa rotina para analisar e comentar fatos alheios então também teremos para nos manifestar em pró de um mundo melhor. Quando as pessoas passarem a olhar o próximo e se preocupar com seus problemas, sem influência do estado social ou país de origem desse, no dia que voltarmos a ter compaixão pelos que sofrem e analisarmos as notícias mundiais com outra perspectiva, o mundo não parará, mas sim começará a girar de uma maneira diferente instituindo uma nova era .


(Mariana Tannous Dias Batista)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

INFÂNCIA

UMA ÉPOCA EM QUE AS PESSOAS TINHAM A OUSADIA DE BRINCAR DE SER FELIZ

Ocorreu uma era que as pessoas batalhavam por seus objetivos, brigavam pelos injustiçados, choravam com os que sofriam e tinham vontade de sonhar. Nessa era, os sonhos mais desejados tornavam-se realidade, as pessoas tinham tempo de sorrir, de falar um “bom dia” ao próximo e conseguir enxergar os problemas alheios e, assim, buscavam ser solidários porque queriam e não porque tinham algum interesse oculto em tal ação.

Houve uma época que os meninos queriam voar, queriam ser pilotos e não os “aviõezinhos do tráfico de drogas”, o qual provoca a morte de vários diariamente. Quando as meninas se fantasiavam, eram de princesas e não de mulheres para perderem a infância ou a juventude no ramo da prostituição.

Em certo período, as garotas brincavam de bonecas e as adolescentes faziam reuniões com amigas para conversar sobre os namoros e a última roupa da moda, e não em um período que as garotas “brincam de ser gente grande”, com filhos, trabalho e casa pra cuidar. Enfim, responsabilidades que deveriam ser de adultos, responsabilidades que essas não têm condições psicológicas, biológicas e, em alguns casos, econômicas de assumir.

Teve um tempo que as famílias almoçavam juntas, havia o diálogo entre seus membros e as datas comemorativas, realmente, tinham significado. Hoje, o almoço em grupo foi substituído pela falta de tempo e pelos horários determinados, os diálogos perderam espaço para a televisão e as datas comemorativas foram resumidas ao comércio.

Existiu aquele momento que as relações sociais não se limitavam aos interesses e ao convívio via internet. Nesse tempo, as pessoas eram amigas, freqüentavam as casas umas das outras e, principalmente, demonstravam sentimentos pelo próximo.

Houve uma época que as crianças não eram usadas como escudos em guerras de interesses políticos, que tais tinham como preocupação fazer as tarefas escolares para poderem ver os desenhos animados, enfim, se preocupavam em ser criança e o ensino escolar tinha qualidade com o real objetivo de formar grandes profissionais. Época essa que as crianças não morriam de fome, não viviam em condições mais que precárias de vida e as pessoas sonhavam com o futuro sem se lamentarem com o presente. Sim, foi uma época que as pessoas tinham a ousadia de brincar de ser feliz... E ousavam, acertando, em realizar tal brincadeira.

(Mariana Tannous Dias Batista)

terça-feira, 9 de junho de 2009

Artigo 227 da Constituição da República Federativa do Brasil

A UTOPIA DO PAPEL

Artigo 227 da Constituição da República Federativa do Brasil... É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar a criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

Sábias palavras foram escritas e a idéia vinculada por esse artigo é que todas as crianças e os adolescentes gozam dos direitos mencionados, como se tivessem acesso aos recursos básicos para ter uma vida digna, uma dignidade humana, ou seja, certa proteção jurídica mínima que garante a sobrevivência e o desenvolvimento social ao indivíduo, uma espécie de Justiça Social. Mas onde está essa Justiça Social? Pergunta de difícil resposta, já que a realidade social contrasta com a idéia sugerida pelo papel, a Constituição, o livro que rege todas as condutas humanas em sociedade.

Se todas as crianças tivessem acesso à alimentação e à dignidade, lugares como a “Ilha das Flores” seriam apenas mitos sociais. A Ilha das Flores, o nome que transmite um ideal de beleza mascara uma realidade desconhecida por muitos e vivenciada por vários. Local onde as pessoas estão abaixo dos porcos na cadeia alimentar, ou seja, o que não serve como alimento para esses animais ou o que tais não querem comer, são usados na alimentação de diversos brasileiros que vivem em situações precárias de vida, mas que só sobrevivem devido a tal ação.

Em relação ao direito à educação e à cultura, o ensino público apresenta diversas falhas, tanto nas condições físicas das instituições quanto na qualidade do ensino. Enquanto as escolas particulares exibem grande conforto e esbanjam as novas tecnologias utilizadas no processo de aprendizado, a maior parte dos brasileiros luta para adquirir conhecimento em situações degradantes, ou seja, o quadro, o giz, a iluminação e as carteiras são materiais escassos para os alunos da rede pública. Além disso, as apostilas e os livros didáticos, que servem como a base para uma boa educação escolar, contém erros no conteúdo e ocorrem às constantes greves escolares, que interrompem as aulas, o que faz com que o ensino não tenha a qualidade e os recursos necessários para formar os futuros profissionais.

O governo disponibiliza ao acesso da população os hospitais públicos, vinculando a idéia de saúde para todos, porém tais estabelecimentos não têm capacidade de atender a todos os que precisam, seja no aspecto físico ou no número de profissionais, o que resulta na morte de várias pessoas antes mesmo de receberem o tratamento médico que precisavam. O artigo descrito estipula a proteção sobre qualquer forma de exploração, contudo são comuns os casos de exploração do trabalho infantil, em que as crianças exercem as atividades profissionais em condições insalubres em troca de um salário baixo. Outro problema que contraria a descrição do artigo é em relação à violência, pois são constantes as notícias de violência doméstica e os abusos sexuais infantis e de adolescentes que, em muitos casos, são praticados por membros familiares, as pessoas que foram responsabilizadas por garantir os direitos fundamentais dos mencionados.

O choque entre a realidade social das crianças e dos adolescentes brasileiros com os ideais estipulados pelo Artigo 227 da Constituição da República Federativa do Brasil é gritante e contraditório. Assim, em meio a tantos problemas sociais, políticos e econômicos enfrentados pelos cidadãos, Renato Russo indagou “Que país é esse?”e, pelo menos uma vez, queria que a massa não tivesse motivos para responder "É a porra do Brasil", mas orgulho em escancarar “Sim, eu sou brasileiro!”.

(Mariana Tannous Dias Batista)

segunda-feira, 8 de junho de 2009

CRÍTICA AO CAPITALISMO

PESSOAS QUE PENSAM, ERRAM E TÊM SENTIMENTOS.

Como estudante de Direito e Jornalismo é comum me envolver em conversas e debates relacionados às injustiças que prevalecem no mundo. Muitos alegam que ainda sou jovem... Sim, tenho apenas 19 anos, mas vários dos envolvidos também são da mesma faixa etária, porém o que reparo é que, quase todos, baseiam seus argumentos em críticas ao capitalismo, em que esses são formados pelas informações obtidas por meio da mídia. Certa vez, estávamos discutindo sobre o documentário “The Corporation” e abordei a seguinte questão: “Realmente, o modelo implantado tem várias falhas, porém é o único sistema que nós conhecemos, porque não vivenciamos o socialismo ou o comunismo. Com isso, pergunto, se a nossa geração pode ser classificada como um produto capitalista?”.

Atualmente, cursando o terceiro período de ambos os cursos, percebo que a minha pergunta não foi tão absurda e que a resposta está, de forma implícita, na mesma. O modelo capitalista pode ser comparado a uma epidemia, porque se alastrou por todo o mundo e “infectou” todas as pessoas. Ou seja, o sistema instituído rege a vida da população humana, cujas ações são baseadas na conduta exigida por esse, que muitas vezes, é difundida pela globalização.

Como futura jornalista, me questiono sobre a veracidade da profissão que escolhi, pois sinto que, hoje, não existe (lógico que há suas exceções) mais matérias jornalísticas e sim entretenimento. Isso é a profissão do jornalista exige que esse tenha como principal objetivo transmitir a veracidade de um assunto para a população e de conscientizá-la, sendo imparcial nos fatos apresentados. Porém não é o que ocorre, pois a partir do momento que vivemos em um mundo capitalista, o maior interesse é voltado, exclusivamente, para o lucro e o acúmulo de capital, o que faz com que várias notícias transmitidas tenham, na verdade, um objetivo implícito. Exemplo disso é se uma grande empresa financia um jornal e ocorre algum fato envolvendo a mesma, o jornal que recebe capital dessa não fornece a matéria com todos os fatos corretos. Ou seja, quando não omite algum dado, faz a matéria de maneira mais amena, como forma de “melhorar” o ocorrido perante a população e, dependendo do poder de capital dessa empresa, a matéria nem é publicada.

Se o capitalismo influencia até na veracidade de nossas profissões, que juramos executá-las com ética quando nos formamos no Ensino Superior, qual será o próximo estrago que poderá causar na nossa conduta? Iremos ser pessoas mais egoístas, em busca de constante desenvolvimento, pensaremos somente na aquisição de capital, mataremos e promoveremos guerras em pró de poder? Infelizmente, isso ele já é capaz de fazer. Realmente, ficaria surpresa no dia que o Capitalismo divulgasse valores relacionados à solidariedade, à família e respeito ao próximo, assim deixaríamos de ser tão previsíveis e voltaríamos a ser humanos... Pessoas que pensam, erram e têm sentimentos, não projetos em busca de constante capital sem compaixão pelo próximo.

(Mariana Tannous Dias Batista)

domingo, 7 de junho de 2009

MULHER

MULHER, UMA LONGA BATALHA

Mulher... Uma palavra que representa diversas coisas, tantas lutas, várias conquistas, os mais complexos sentimentos... Enfim, o que é ser MULHER?

Ser mulher implica em ser Marilyn Monroe, em desafiar os costumes de uma época e ser o símbolo sexual mais desejado. Às vezes, uma Escrava Isaura, quando se é diferente de todas as pessoas de seu povo e é julgada por isso. Por diversas situações, Amélia, pois essa era a mulher de verdade ou o desejo de querer ser Capitu, para ter um homem obcecado por todos os seus passos.

Tem momentos que deixa de ser o sexo frágil e muda todos os fatos, como as princesas, precisamente, a Princesa Isabel, cujos atos transformaram a história de todo um povo. Mesmo guerreira, sabe ser cativante, assim, se espelha em Evita Perón, fazendo com que uma nação derrame lágrimas por seu nome.

Quando idealista, luta pelos direitos de igualdade entre as etnias e os sexos, como a inspiradora Rosa Parks e as 129 mulheres que morreram queimadas no incêndio em uma fábrica americana durante um protesto, para que as mulheres pudessem ter voz ativa em uma população machista.

É perfeita? Em alguns sentidos. Defeitos? Claro, quem não tem? Nesse sentido, interpreta a personagem Vivian, que foi Uma Linda Mulher, e, ao mesmo tempo, demonstra ser aquela que sofre por seu filho e luta com todas as forças para que esse seja sempre protegido, como a história de Maria de Nazaré.

Apresenta o anseio de ser reconhecida, quebrar todos os estereótipos e preconceitos impostos pela sociedade. Em tal contexto, se inspira em Rita Lee, Cássia Eller e Janis Joplin, sendo a deusa do rock 'n' roll. O estilo e o glamour são elementos sempre presentes. Assim, representa uma perfeita dama nessa peça de teatro que foi apelidada de vida, que Fernanda Montenegro encena com todo o prestígio e talento existente.

Extrapolando, ser mulher é lutar por tudo aquilo que acredita e defender seus ideais acima de qualquer preço e de qualquer punição, ao enfrentar um exército sozinha e ser temida por esse. É ser Olga Benário Prestes e não se rebaixar e evitar todas as maneiras de censura de seus opositores.

Já foi rotulada como o sexo frágil, a dona de casa, a submissa, a vaidosa, a santa, a prostituta, a fútil, a fofoqueira, a virgem, a revoltada, a carinhosa, a revolucionária, a mãe, a reprimida, a feminista, a profissional e a trabalhadora... Enfim, passou por várias definições para, então, ser reconhecida como MULHER.

(Mariana Tannous Dias Batista)